Dentro dos teus olhos, há o brilho onde nascem as respostas, mas não vou perguntar-te nada. Tenho medo de que a minha voz te faça desaparecer de novo. O silêncio é o lugar onde os nossos olhares se encontram.
Não vou perguntar-te nada.
José Luís Peixoto " Antídoto"
1.9.07
7.8.07
Traição
De cansado, parei – por ser humano.
Descansar um momento na subida.
Desde a pele ao tutano
Da alma,
Do mais fundo da vida,
Tudo pedia a calma
Duma pausa na curva do caminho.
Mas bebido o carinho
Duma fonte,
E vestida a frescura
Duma sombra,
Foi um cilício a mais que me picou.
Muito longe de mim, também carne humana,
Seguia a corajosa caravana
Que nenhum desespero demorou.
Miguel Torga " Cântico do Homem"
Descansar um momento na subida.
Desde a pele ao tutano
Da alma,
Do mais fundo da vida,
Tudo pedia a calma
Duma pausa na curva do caminho.
Mas bebido o carinho
Duma fonte,
E vestida a frescura
Duma sombra,
Foi um cilício a mais que me picou.
Muito longe de mim, também carne humana,
Seguia a corajosa caravana
Que nenhum desespero demorou.
Miguel Torga " Cântico do Homem"
Gosto de coisas tristes mas contentes. Não disse isto, desculpa, o que quero dizer é que gosto de coisas felizes, mas tristes. Ora, “a mesma coisa”, dirás! Talvez, mas o que te quero revelar é que sinto que sempre gostei de chorar quando estou alegre. A tristeza mais bela de todas é a felicidade com lágrimas nos olhos.
A minha paixão por ti é eu ser órfão, viver num reformatório e esperar pela visita de alguém que me tire dali.
….
E mesmo quieto, estou aos saltos cá dentro quando te vejo, mesmo mudo, estou a gritar para que me leves daqui.
Fernando Alvim " Quando fugimos tu não estavas em casa"
A minha paixão por ti é eu ser órfão, viver num reformatório e esperar pela visita de alguém que me tire dali.
….
E mesmo quieto, estou aos saltos cá dentro quando te vejo, mesmo mudo, estou a gritar para que me leves daqui.
Fernando Alvim " Quando fugimos tu não estavas em casa"
3.5.07
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos
(que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres
(eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a
(tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como um nódoa do passado.
Eu deixarei...tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
(porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos
(no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono
(desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,do vento,do céu,das aves,das estrelas
Serão a tua voz presente,a tua voz ausente,a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes " O poeta não tem fim"
(que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres
(eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a
(tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como um nódoa do passado.
Eu deixarei...tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
(porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos
(no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono
(desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos.
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar,do vento,do céu,das aves,das estrelas
Serão a tua voz presente,a tua voz ausente,a tua voz serenizada.
Vinicius de Moraes " O poeta não tem fim"
19.4.07
Hoje acordámos em sítios diferentes
Eu, no meio das ruínas que se movem, das sombras que sopram, das
almas em fuga para dentro da vida.
Tu, no meio das ruínas paradas, das sombras que já não respiram,
das almas em fuga para longe da vida.
Amanhã, sempre amanhã,tentaremos acordar no mesmo sítio de
sempre e o abismo do medo e da dor irá rir-se de nós enquanto nos
engole ou deixa passar.
Fernando Ribeiro " As feridas essenciais"
almas em fuga para dentro da vida.
Tu, no meio das ruínas paradas, das sombras que já não respiram,
das almas em fuga para longe da vida.
Amanhã, sempre amanhã,tentaremos acordar no mesmo sítio de
sempre e o abismo do medo e da dor irá rir-se de nós enquanto nos
engole ou deixa passar.
Fernando Ribeiro " As feridas essenciais"
Cinco palavras Cinco pedras
Antigamente escrevia poemas compridos
Hoje tenho quatro palavras para fazer um poema
São elas: desalento prostação desolação desânimo
E ainda me esquecia de uma: desistência
Ocorreu-me antes do fecho do poema
e em parte resume o que penso da vida
passado o dia oito em cada mês
e delas vem a música precisa
para continuar.Recapitulo:
desistência desalento prostação desolação desânimo
Antigamente quando os deuses eram grandes
eu sempre dispunha de muitos versos
Hoje só tenho cinco palavras cinco pedrinhas
Ruy Belo " Todos os poemas Vol. I"
Hoje tenho quatro palavras para fazer um poema
São elas: desalento prostação desolação desânimo
E ainda me esquecia de uma: desistência
Ocorreu-me antes do fecho do poema
e em parte resume o que penso da vida
passado o dia oito em cada mês
e delas vem a música precisa
para continuar.Recapitulo:
desistência desalento prostação desolação desânimo
Antigamente quando os deuses eram grandes
eu sempre dispunha de muitos versos
Hoje só tenho cinco palavras cinco pedrinhas
Ruy Belo " Todos os poemas Vol. I"
6.3.07
O inconsciente
O espectro familiar que anda comigo,
Sem que pudesse ainda ver-lhe o rosto,
Que umas vezes encaro com desgosto
E outras muitas ansioso espreito e sigo,
É um espectro mudo, grave, antigo
Que parece a conversas mal disposto...
Ante esse vulto, ascélico e composto
Mil vezes abro a boca... e nada digo
Só uma vez ousei interrogá-lo;
Quem és (lhe perguntei com grande abalo)
Fantasma a quem odeio e a quem amo?
-" Teus irmãos(respondeu) os humanos,
Chamam-me Deus há mais de mil anos...
Mas eu por mim não sei como me chamo..."
Antero De Quental
Sem que pudesse ainda ver-lhe o rosto,
Que umas vezes encaro com desgosto
E outras muitas ansioso espreito e sigo,
É um espectro mudo, grave, antigo
Que parece a conversas mal disposto...
Ante esse vulto, ascélico e composto
Mil vezes abro a boca... e nada digo
Só uma vez ousei interrogá-lo;
Quem és (lhe perguntei com grande abalo)
Fantasma a quem odeio e a quem amo?
-" Teus irmãos(respondeu) os humanos,
Chamam-me Deus há mais de mil anos...
Mas eu por mim não sei como me chamo..."
Antero De Quental
5.1.07
Noite de saudade
A noite vem poisando devagar
Sobre a Terra que inunda de amargura
E nem sequer a benção da lua
A quis tornar diurnamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor,que é cheia de tortura...
E eu oiço a noite imensa soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!
Porque és assim tão escura,assim tão triste?
É que,talvez ò noite,em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei de onde me vem...
Talvez de ti ,ó noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou,nem o que tenho.
Florbela Espanca " Sonetos"
Sobre a Terra que inunda de amargura
E nem sequer a benção da lua
A quis tornar diurnamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor,que é cheia de tortura...
E eu oiço a noite imensa soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!
Porque és assim tão escura,assim tão triste?
É que,talvez ò noite,em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei de onde me vem...
Talvez de ti ,ó noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou,nem o que tenho.
Florbela Espanca " Sonetos"
21.12.06
You are welcome to elsinore
Entre nós e as palavras há metal fundente
wntre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas,que esperam por nós
e outras,frágeis,que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
as mãos e as paredes de elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras,os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mári Cesariny " Quinze poetas portugueses do séc. XX "
wntre nós e as palavras há hélices que andam
e podem dar-nos morte violar-nos tirar
do mais fundo de nós o mais útil segredo
entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas
altas flores venenosas portas por abrir
e escadas e ponteiros e crianças sentadas
à espera do seu tempo e do seu precipício
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas,que esperam por nós
e outras,frágeis,que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens,palavras que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras,surdamente,
as mãos e as paredes de elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmo só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras,os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso dever falar
Mári Cesariny " Quinze poetas portugueses do séc. XX "
24.11.06
Se me amas não chores
Se conhecesses o mistério imenso do céu
onde agora vivo,este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias,se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor,uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo num alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para al´me
da morte,matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores,se verdadeiramente me amas!
Santo Agostinho
Verdadeiramente bela esta oração...transmite-me muita paz e sossego
onde agora vivo,este horizonte sem fim,
esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias,se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus,
na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor,uma
enorme ternura que nem tu consegues
imaginar.
Vivo num alegria puríssima.
Nas angústias do tempo pensa nesta casa
onde um dia estaremos reunidos para al´me
da morte,matando a sede na fonte
inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores,se verdadeiramente me amas!
Santo Agostinho
Verdadeiramente bela esta oração...transmite-me muita paz e sossego
Depois da guerra
Depois da guerra vão nascer lírios nas pedras,
grandes lírios cor de sangue,belas rosas
desmaiadas.Depois da guerra vai haver fertelidade,
vai haver natalidade,vai haver felecidade(...)
Depois da guerra não haverá mais tristeza:todo o
mundo se abraçando num geral desarmamento(...)
No meio tempo,vamos dando tempo ao tempo,
tomando nosso chopinho,trabalhando p`ra família.
Se cada um ficar quieto no seu canto,fazendo as
coisas certinho,sem aturar desaforo,se cada um
tomar vergonha na cara,for p`ra guerra,for p`ra fila
com vontade e paciência-não é possível!esse
negócio melhora,porque ou eu muito me engano,
ou tudo isso não passa de um grande,de um
doloroso,e um atroz mal entendido!
Vinicius de Moraes " O poeta não tem fim"
grandes lírios cor de sangue,belas rosas
desmaiadas.Depois da guerra vai haver fertelidade,
vai haver natalidade,vai haver felecidade(...)
Depois da guerra não haverá mais tristeza:todo o
mundo se abraçando num geral desarmamento(...)
No meio tempo,vamos dando tempo ao tempo,
tomando nosso chopinho,trabalhando p`ra família.
Se cada um ficar quieto no seu canto,fazendo as
coisas certinho,sem aturar desaforo,se cada um
tomar vergonha na cara,for p`ra guerra,for p`ra fila
com vontade e paciência-não é possível!esse
negócio melhora,porque ou eu muito me engano,
ou tudo isso não passa de um grande,de um
doloroso,e um atroz mal entendido!
Vinicius de Moraes " O poeta não tem fim"
15.10.06
Falar alto e sozinho.Ir pela rua,sozinho,falando com ninguém e com todos.Fazer parte do munod e estar só no mundo e chamar,em vão,pelo mundo.
Dizer-lhe as palavras precisas.Certas,esclarecedoras.
Únicas.Assim o homem que rompe a direito,concentrado e decisivo.~
-Não e não!
Não o quê?Não porquê? Será que os outros não sabem?
-ah!-reprova-se aquele velho.se eu voltasse atrás!...-e logo se encoraja-É sempre tempo para se fazer o que se deve!
Que foi que ele não fez?
-Fomos nós?-inquieta-se um outro que o ouviu-Fomos nós e ele que ainda o não fizemos?
Há também quem sorria dos que passam falando sozinhos.Maneira de escapar-se,de fugir aos problemas.
Sorrir e esquecer o que se ouve na rua é estar dormindo.
Não por muito tempo.um breve sono apenas.Os pesadelos do dia-a-dia crescem,sobem,afogam.
-Hão-de acabar por ouvir!-exclama aquele homem à beira do passeio.
Até os que vão calados falam.Pela forma de andar,pelos gestos,ouvem-se-lhes as palavras.E lá vão,entaipados,solitários na multidão.
António da Fonseca " Tempo de solidão"
Dizer-lhe as palavras precisas.Certas,esclarecedoras.
Únicas.Assim o homem que rompe a direito,concentrado e decisivo.~
-Não e não!
Não o quê?Não porquê? Será que os outros não sabem?
-ah!-reprova-se aquele velho.se eu voltasse atrás!...-e logo se encoraja-É sempre tempo para se fazer o que se deve!
Que foi que ele não fez?
-Fomos nós?-inquieta-se um outro que o ouviu-Fomos nós e ele que ainda o não fizemos?
Há também quem sorria dos que passam falando sozinhos.Maneira de escapar-se,de fugir aos problemas.
Sorrir e esquecer o que se ouve na rua é estar dormindo.
Não por muito tempo.um breve sono apenas.Os pesadelos do dia-a-dia crescem,sobem,afogam.
-Hão-de acabar por ouvir!-exclama aquele homem à beira do passeio.
Até os que vão calados falam.Pela forma de andar,pelos gestos,ouvem-se-lhes as palavras.E lá vão,entaipados,solitários na multidão.
António da Fonseca " Tempo de solidão"
Que diremos ainda?
Vê como de súbito o céu se fecha
sobre dunas e barcos,
e cada um de nós se volta e fixa
os olhos umno outro,
e como deles devagar escorre
a última luz sobre as areias.
Que diremos ainda?Serão palavras,
isto que aflora aos lábios?
Palavras,este rumor tão leve
que ouvimos o dia a desprender-se?
Palavras,ou luz ainda?
Palavras,não.Quem as sabia?
Foi apenas lembrança de outra luz.
Nem luz seria,apenas outro olhar.
Eugénio de Andrade " Quinze poetas portugueses do séc XX"
sobre dunas e barcos,
e cada um de nós se volta e fixa
os olhos umno outro,
e como deles devagar escorre
a última luz sobre as areias.
Que diremos ainda?Serão palavras,
isto que aflora aos lábios?
Palavras,este rumor tão leve
que ouvimos o dia a desprender-se?
Palavras,ou luz ainda?
Palavras,não.Quem as sabia?
Foi apenas lembrança de outra luz.
Nem luz seria,apenas outro olhar.
Eugénio de Andrade " Quinze poetas portugueses do séc XX"
1.10.06
Caos temporal
Num dos caminhos da noite
em que a noite era branca como o dia
encontrei o caminho para fora
da noite.
De dia,no caminho que me fizera
sair da noite
como se fosse dia encontrei um dia escuro
como a noite.
Entre a noite e o dia
todos os caminhos são
iguais.Só os caminhos que tornam o dia
negro como a noite e a noite
branca como o dia
fazem com que o viajante
se perca.
A não ser que quem ande de dia
como de noite,e de noite
como de dia,não queira saber de
caminhos.
Nuno Júdice "Teoria geral do sentimento"
em que a noite era branca como o dia
encontrei o caminho para fora
da noite.
De dia,no caminho que me fizera
sair da noite
como se fosse dia encontrei um dia escuro
como a noite.
Entre a noite e o dia
todos os caminhos são
iguais.Só os caminhos que tornam o dia
negro como a noite e a noite
branca como o dia
fazem com que o viajante
se perca.
A não ser que quem ande de dia
como de noite,e de noite
como de dia,não queira saber de
caminhos.
Nuno Júdice "Teoria geral do sentimento"
25.9.06
Viagens
já vai alta a noite,vejo o negro do céu,
deitado na areia,o teu corpo e o meu.
viajo com as mãos por entre as montanhas e os
rios,
e sinto nos meus lábios os teus doces e frios.
e voas sobre o mar,com as asas que eu te dou,
e dizes-me a cantar: " é assim que eu sou",
olhar para ti e ver o que eu vejo,
olhar-te nos olhos com olhares de desejo,
eu não tenho nada mais p´ra te dar,
esta vida são dois dias,
e um é para acordar,
das histórias de encantar
das histórias de encantar.
viagens que se perdem no tempo,
viagens sem princípio nem fim,
beijos entregues ao vento,
e amor em mares de cetim.
gestos que riscam o ar
e olhares que trazem solidão,
pedras e praias e o céu a bailar,
e os corpos que fogem do chão.
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio " Viagens"
deitado na areia,o teu corpo e o meu.
viajo com as mãos por entre as montanhas e os
rios,
e sinto nos meus lábios os teus doces e frios.
e voas sobre o mar,com as asas que eu te dou,
e dizes-me a cantar: " é assim que eu sou",
olhar para ti e ver o que eu vejo,
olhar-te nos olhos com olhares de desejo,
eu não tenho nada mais p´ra te dar,
esta vida são dois dias,
e um é para acordar,
das histórias de encantar
das histórias de encantar.
viagens que se perdem no tempo,
viagens sem princípio nem fim,
beijos entregues ao vento,
e amor em mares de cetim.
gestos que riscam o ar
e olhares que trazem solidão,
pedras e praias e o céu a bailar,
e os corpos que fogem do chão.
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio " Viagens"
29.8.06
Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil
diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma.E aprendes que
amar não
significa apoiar-se,e que companhia nem sempre
significa segurança.E começas a aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas.
(...) e não importa o quão boa seja uma pessoa,ela
vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por
isso.Aprendes que falar pode aliviar dores
emocionais.Descobres que se leva anos para se
construir confiança e apenas segundos para
destruí-la,e que podes fazer coisas num instante,das
quais te arrependerás pelo resto da vida.Aprendes que
verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a
longas distâncias.E o que importa não é o que tu
tens na vida,mas quem tens na vida.(...)Descobres
que as pessoas com quem mais te importas na vida,são
tiradas de ti muito depressa;por isso,sempre devemos
deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vemos.(...)Aprendes
que paciência requer muita prática.(...)Aprendes que
quando estás com riava tens o direito de estar com
raiva,mas isso não dá o direito de seres cruel.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por
alguém.Algumas vezes,tens que aprender a
perdoar-te a ti mesmo.Aprendes que com a mesma
severidade com que julgas,tu serás em algum momento,
condenado.Aprendes que nao importa em quantos pedaços
teu coração foi partido,o mundo não pára para que o
consertes.E,finalmante,aprendes que o tempo,não é
algo que possa voltar para trás.Portanto,planta teu
jardim e decora tua alma,ao invés de esperar que
alguém te traga flores.E percebes que realmante és forte,e que podes
ir muito mais longe depois de pensar que não se pode
mais.E que realmente a vida tem valor,e que tu tens
valor diante da vida!(...)E só nos faz perder o
bem que poderíamos conquistar,o medo de tentar!
Shakespeare
diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma.E aprendes que
amar não
significa apoiar-se,e que companhia nem sempre
significa segurança.E começas a aprender que beijos não são contratos, e presentes não são promessas.
(...) e não importa o quão boa seja uma pessoa,ela
vai ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por
isso.Aprendes que falar pode aliviar dores
emocionais.Descobres que se leva anos para se
construir confiança e apenas segundos para
destruí-la,e que podes fazer coisas num instante,das
quais te arrependerás pelo resto da vida.Aprendes que
verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a
longas distâncias.E o que importa não é o que tu
tens na vida,mas quem tens na vida.(...)Descobres
que as pessoas com quem mais te importas na vida,são
tiradas de ti muito depressa;por isso,sempre devemos
deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vemos.(...)Aprendes
que paciência requer muita prática.(...)Aprendes que
quando estás com riava tens o direito de estar com
raiva,mas isso não dá o direito de seres cruel.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por
alguém.Algumas vezes,tens que aprender a
perdoar-te a ti mesmo.Aprendes que com a mesma
severidade com que julgas,tu serás em algum momento,
condenado.Aprendes que nao importa em quantos pedaços
teu coração foi partido,o mundo não pára para que o
consertes.E,finalmante,aprendes que o tempo,não é
algo que possa voltar para trás.Portanto,planta teu
jardim e decora tua alma,ao invés de esperar que
alguém te traga flores.E percebes que realmante és forte,e que podes
ir muito mais longe depois de pensar que não se pode
mais.E que realmente a vida tem valor,e que tu tens
valor diante da vida!(...)E só nos faz perder o
bem que poderíamos conquistar,o medo de tentar!
Shakespeare
20.7.06
Estoicismo
Tu que não crês,nem amas,nem esperas,
Espírito de eterna negação,
Teu hálito gelou-me o coração
E destroçou-me da alma as primaveras...
Atravessando regiões austeras,
Cheias de noite e cava escuridão,
Como num sonho mau,só ouço um não,
Que eternamente ecoa entre as esferas...
-Porque suspiras,porque te lamentas.
Cobarde coração?Debalde intentas
Opôr à sorte a queixa de egoísmo...
Deixa aos tímidos,deixa aos sonhadores
A esperança vã,seus vãos fulgores....
Sabe tu encarar sereno o abismo!
Antero de Quental " Sonetos"
Espírito de eterna negação,
Teu hálito gelou-me o coração
E destroçou-me da alma as primaveras...
Atravessando regiões austeras,
Cheias de noite e cava escuridão,
Como num sonho mau,só ouço um não,
Que eternamente ecoa entre as esferas...
-Porque suspiras,porque te lamentas.
Cobarde coração?Debalde intentas
Opôr à sorte a queixa de egoísmo...
Deixa aos tímidos,deixa aos sonhadores
A esperança vã,seus vãos fulgores....
Sabe tu encarar sereno o abismo!
Antero de Quental " Sonetos"
a tua ausência é,em cada momento,a tua ausência
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias.há cidades desertas.há lugares.
mas eu lembro que o tempo é outra coisa,e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.
aqui não há palavras.há a tua ausência.há o medo sem os
teus lábios,sem os teus cabelos.fecho os olhos para te ver
e para não chorar.
José luís peixoto " A casa, a escuridão"
dedicado a um anjo que tenho a certeza que nunca mais vou ver na minha vida.
obrigada por tudo....e por me ajudares imenso neste capítulo que passou recentemente..
nunca esquecerei esses lindos olhos negros..
nunca te esquecerei..bj
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias.há cidades desertas.há lugares.
mas eu lembro que o tempo é outra coisa,e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.
aqui não há palavras.há a tua ausência.há o medo sem os
teus lábios,sem os teus cabelos.fecho os olhos para te ver
e para não chorar.
José luís peixoto " A casa, a escuridão"
dedicado a um anjo que tenho a certeza que nunca mais vou ver na minha vida.
obrigada por tudo....e por me ajudares imenso neste capítulo que passou recentemente..
nunca esquecerei esses lindos olhos negros..
nunca te esquecerei..bj
9.7.06
Cheguei hoje, de repente a uma sensação absurda e justa.
Reparei, num relâmpago íntimo, que nã o sou ninguém.Ninguém,
absolutamnte ninguém.Quando brilhou o relâmpago,
aquilo onde supus uma cidade era um plaino deserto; e a luz
sinistra que me mostrou a mim não revelou céu acima dele.
Roubaram-me o poder ser antes que o mundo o fosse. Se tive
que reincarnar,reincarnei sem mim, sem eu ter reincarnado.
Sou os arredores de uma vila que não há,o comentário prolixo a um livro
que não se escreveu. Não sou ninguém,ninguém.Não sei sentir, nem pensar, não sei querer.
Sou uma figura de romance por escrever,passando aérea, e desfeita sem
ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar.
Penso sempre, sinto sempre; mas o meu pensamento não contém raciocínios, a minha emoção não contém emoções.Estou caindo, depois do alçapão lá em cima, por todo o espaço infinito, numa queda sem direcção,infinítupla e vazia.Minha alma é um maelstrom negro, vasta vertigem à roda de vácuo, movimento de um oceano infinito em torno de um buraco em nada,
e nas águas que são mais giro que águas bóiam todas as imagens do que vi e ouvi no mundo-
vão casas, caras, livros, caixotes, rastros de música e sílabas de vozes, num rodopio
sinistro e sem fundo.
E eu, verdadeiramnet eu, sou o centro que não há nisto
senão por uma geometria do abismo; sou o nada em torno do
qual este movimento gira,só para que gire, só para que gire, sem que esse centro
exista senão porque todo o círculo o tem.Eu, verdadeiramente eu, sou o poço sem muros, mas com a viscosidade dos muros, o centro de tudo com o nada à roda.
E é, em mim, como se o inferno ele mesmo risse, sem ao menos a humanidade de diabos a rirem, a loucura grasnada do universo morto, o cadáver rodante do espaço físico, o fim de todos os mundos flutuando negro ao vento, disforme, anacrónico, sem Deus que o houvesse criado, se, ele mesmo que está rodando nas trevas das trevas, impossível, único, tudo.
Poder saber pensar!Poder saber sentir!
Minha mãe morreu muito cedo, e eu não a cheguei a conhecer...
Bernardo Soares " Livro Do Desassossego"
Reparei, num relâmpago íntimo, que nã o sou ninguém.Ninguém,
absolutamnte ninguém.Quando brilhou o relâmpago,
aquilo onde supus uma cidade era um plaino deserto; e a luz
sinistra que me mostrou a mim não revelou céu acima dele.
Roubaram-me o poder ser antes que o mundo o fosse. Se tive
que reincarnar,reincarnei sem mim, sem eu ter reincarnado.
Sou os arredores de uma vila que não há,o comentário prolixo a um livro
que não se escreveu. Não sou ninguém,ninguém.Não sei sentir, nem pensar, não sei querer.
Sou uma figura de romance por escrever,passando aérea, e desfeita sem
ter sido, entre os sonhos de quem me não soube completar.
Penso sempre, sinto sempre; mas o meu pensamento não contém raciocínios, a minha emoção não contém emoções.Estou caindo, depois do alçapão lá em cima, por todo o espaço infinito, numa queda sem direcção,infinítupla e vazia.Minha alma é um maelstrom negro, vasta vertigem à roda de vácuo, movimento de um oceano infinito em torno de um buraco em nada,
e nas águas que são mais giro que águas bóiam todas as imagens do que vi e ouvi no mundo-
vão casas, caras, livros, caixotes, rastros de música e sílabas de vozes, num rodopio
sinistro e sem fundo.
E eu, verdadeiramnet eu, sou o centro que não há nisto
senão por uma geometria do abismo; sou o nada em torno do
qual este movimento gira,só para que gire, só para que gire, sem que esse centro
exista senão porque todo o círculo o tem.Eu, verdadeiramente eu, sou o poço sem muros, mas com a viscosidade dos muros, o centro de tudo com o nada à roda.
E é, em mim, como se o inferno ele mesmo risse, sem ao menos a humanidade de diabos a rirem, a loucura grasnada do universo morto, o cadáver rodante do espaço físico, o fim de todos os mundos flutuando negro ao vento, disforme, anacrónico, sem Deus que o houvesse criado, se, ele mesmo que está rodando nas trevas das trevas, impossível, único, tudo.
Poder saber pensar!Poder saber sentir!
Minha mãe morreu muito cedo, e eu não a cheguei a conhecer...
Bernardo Soares " Livro Do Desassossego"
18.6.06
Pois é........
| este blog costuma ser um pouco impessoal porque normamente nao opino sobreo o que escrevo....mas hoje tenho uma notícia para dar que acho que devo partilhar com todos os que perdem um pouco do seu tempo para me visitar.. Ora bem..nem sei como começar..... Sou bombeira nos bombeiros voluntários da póvoa de lanhoso.sempre quis fazer isto...mas só agora foi possível concretizar este sonho antigo..... não sei porque estou a dizer isto..mas talvez por orgulho =) e um pouco de vaidade LOL..... mas pronto..assim ficam a conhecer um pouco mais sobre o meu mundo tão ainda desconhecido para muitos de vós.. Bj* MAKE LOVE...FUCK THE WAR |
| Aqui me tens inútil cheia de palavras perto de ti tão longe mastigando todas as pétalas dos teus crisântemos afiando solos de violino para me suicidar. Descubro de novo as lágrimas esquecidas no fundo das grutas o trémulo grito do silêncio. Anoiteço à procura dos dias que as gaivotas beberam. E a tua voz sem corpo súbita e descuidada enche-me as ancas de bagos de romã. Rosa Lobato Faria " As pequenas palavras" |
11.6.06
Out tonight
| Today,i want to feel alive I`ll try not to run I`ll try not to hide. Sometimes,i find myself looking For something to belive, Something to dream,can I ? I want to go out tonight I need to free my mind, I want to be me,just me Need to be free,just free Tonight Oh,time changed so many faces and places I would like to go out and see what´s breaking You left your name and number on a wall At least you laughed the last time you called I want to go out tonight, I need to free my mind, Want to be me,just me Need to be free,just free I want to say yea,yea,yeaeee Tonight ezspecial " in n `out" |
1.6.06
todo o amor do mundo não foi suficiente porque o amor não serve
de nada.ficaram só
os papéis e a tristeza,ficou só a amargura e a cinza dos cigarros
e da morte.
os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram
suficientes e foram
demasiadas porque hoje são como sangue no teu rosto,são como
lágrimas.
sei que nos amamos muito e um dia,quando já não te encontro e em
cada instante,em cada hora,
não irei negar isso.não irei negar nunca que te amei.nem mesmo
quando estiver deitado
nu,sobre os lençois de outra e ela me obrigar a dizer que
a amo
antes de a foder.
José Luís Peixoto " A criança em ruínas"
de nada.ficaram só
os papéis e a tristeza,ficou só a amargura e a cinza dos cigarros
e da morte.
os domingos e as noites que passámos a fazer planos não foram
suficientes e foram
demasiadas porque hoje são como sangue no teu rosto,são como
lágrimas.
sei que nos amamos muito e um dia,quando já não te encontro e em
cada instante,em cada hora,
não irei negar isso.não irei negar nunca que te amei.nem mesmo
quando estiver deitado
nu,sobre os lençois de outra e ela me obrigar a dizer que
a amo
antes de a foder.
José Luís Peixoto " A criança em ruínas"
Os olhos das crianças
Estes olhos vazios e brilhantes
que na criança se abrem para o mundo,
não amam,
não odeiam,
não sabem como a morte existe.
São terríveis.
Porque a vida é isto.
O amor, o medo, o ódio, a mesma morte,
e este desejo de possuir alguém,
os aprendemos.Nunca mais olhamos
com tal vazio dentro das pupilas.
São terríveis
Porque a vida é isto.
Jorge de Sena
Dedicatória a todas as crianças
por esse universo que estão sós...hoje é o seu dia
que na criança se abrem para o mundo,
não amam,
não odeiam,
não sabem como a morte existe.
São terríveis.
Porque a vida é isto.
O amor, o medo, o ódio, a mesma morte,
e este desejo de possuir alguém,
os aprendemos.Nunca mais olhamos
com tal vazio dentro das pupilas.
São terríveis
Porque a vida é isto.
Jorge de Sena
Dedicatória a todas as crianças
por esse universo que estão sós...hoje é o seu dia
28.5.06
O jovem mágico
| .... .... Basta ver os meus olhos nada sabemos de nós a não ser que chegamos. Sem uma luz a esconder-nos o rosto belos e apavorados de estranhos casacos vestidos altos de meter medo às aves de longo curso nem há noites assim não há encontros ao longo das enseadas não há corpos amantes não há lugares de astros sob tanto silêncio tão duradoura treva e não me fales nunca eu sou surdo e não te oiço eu vou nascer numa cidade futura eu sei atravessar as fronteiras das coisas olha para as minhas mãos que te pareço agora? .... Mário Cesariny de Vasconcelos " Poesia" |
11.5.06
A morte não é nada.Eu só passei para o quarto ao lado.
Eu sou eu,tu és tu,o que nós éramos uma para a outra,
nós o seremo sempre.
Chama-me como tu sempre me chamaste.
Fala comigo como sempre o fizeste
Não uses um tom diferente,não fiques com ar solene ou triste.
Continua a rir daquilo que nos fazia rir juntas.
Reza,ri-te,pensa em mim,reza por mim.
Que o meu nome seja pronunciado em casa como ele sempre foi,
sem um traço,sem uma sombra.
A vida significa tudo o que sempre significou.
Ela é o que sempre foi.O fio não está cortado!
Porque estarei eu fora de vista ?
Eu espero-te.Eu não estou longe.
Apenas dou outro lado do caminho,no quarto ao lado.
Como vês tudo está bem.
Desconhecido(encontrei este poema num dos meus apontamentos de uma cadeira da universidade-bioética..e achei fabulosa esta discrição da morte..essa que tantas vezes nos faz chorar)
Eu sou eu,tu és tu,o que nós éramos uma para a outra,
nós o seremo sempre.
Chama-me como tu sempre me chamaste.
Fala comigo como sempre o fizeste
Não uses um tom diferente,não fiques com ar solene ou triste.
Continua a rir daquilo que nos fazia rir juntas.
Reza,ri-te,pensa em mim,reza por mim.
Que o meu nome seja pronunciado em casa como ele sempre foi,
sem um traço,sem uma sombra.
A vida significa tudo o que sempre significou.
Ela é o que sempre foi.O fio não está cortado!
Porque estarei eu fora de vista ?
Eu espero-te.Eu não estou longe.
Apenas dou outro lado do caminho,no quarto ao lado.
Como vês tudo está bem.
Desconhecido(encontrei este poema num dos meus apontamentos de uma cadeira da universidade-bioética..e achei fabulosa esta discrição da morte..essa que tantas vezes nos faz chorar)
28.4.06
Right now(i might fall down)
Tonight i feel that you`re alone
Waitinga sad inside inside your homeless soul
Where´s so cold
some words are to be said not to understand
Now you show me your regret and pain
but baby its all the same
Right now
You know you don´t want this game
I´m not saying you´re the one to blame
Please try to understand
Love me for real
And beg me for nothing,nothing at all
Don´t ask me to feel your shoes with my dancing
Sometimes i might fall down
When the winds are changing
And they´re changing
Right now
Baby i don´t want this game
I´m not saying you´re the one to blame
Your groove is not the same
I don´t know
What you´re looking for
I give you all i got
But you want more
Something i don´t feel
Love me for real
And beg me for notnhing,nothing at all
Don´t ask me to feel your shoes with my dancing
Sometimes i might fall down
When the winds are changing
And they´re changing
Right now
Blister "Without truth you are the loser"
Waitinga sad inside inside your homeless soul
Where´s so cold
some words are to be said not to understand
Now you show me your regret and pain
but baby its all the same
Right now
You know you don´t want this game
I´m not saying you´re the one to blame
Please try to understand
Love me for real
And beg me for nothing,nothing at all
Don´t ask me to feel your shoes with my dancing
Sometimes i might fall down
When the winds are changing
And they´re changing
Right now
Baby i don´t want this game
I´m not saying you´re the one to blame
Your groove is not the same
I don´t know
What you´re looking for
I give you all i got
But you want more
Something i don´t feel
Love me for real
And beg me for notnhing,nothing at all
Don´t ask me to feel your shoes with my dancing
Sometimes i might fall down
When the winds are changing
And they´re changing
Right now
Blister "Without truth you are the loser"
20.4.06
| "A nossa vida é composta em grande parte por sonhos. temos de encaminhá-los para a acção!" Faz com que os teus sonhos comecem a fazer parte da tua realidade acreditando neles com a maior força e nunca deixes de lutar por aquilo que tu acreditas!!! Fada* Beijinho grande pa ra ti Sarinha..gosto muito de ti |
19.4.06
| Já há algum tempo que George deixou de trazer-lhe flores ou outros presentes.Actualmente,não há nada de significativo que possa trazer do exterior para este quart; nem mesmo ele próprio.Tudo o que lhe interessa agora está aqui neste quarto,onde está absorvida no processo da morte.Contudo, a sua preocupação não parece ego´sita; não exclui George ou qualquer outra pessoa que se dê ao trabalho de compartilhá-la.Esta preocupação é com a morte, etodos nós podemos partilhá-la,em quaçquer altura, em qualquer idade,doentes ou sãos. George senta-se agora a seu lado e pega-lhe na mão. Se o tivesse feito à dois dois meses atrás,ter-se-ia tratado de um gesto terrivelmente falso./(Uma das suas recordações mais amargas e vergonhosas tem a ver com uma vez em que a beijou na face-foi uma agressão,um acto de masochismo?Oh,raios partam todas estas palavras!- exactamente depois de descobrir que ela fora para a cama com Jim.Jim estava presente quando isso aconteceu. Quando George se encaminhou para ela para a beijar, Jim fez um ara espantado e assustado,como se receasse que George fosse mordê-la como uma cobra.)Mas agora não está a ser falso ao pegar na mão de Doris,nem mesmo a cometer um acto de compaixão.É necessário-desco- brui-o em visitas anteriores-a fim de estabelecer um contacto mesmo que parcial.E ,ao pegar-lhe na mão,sen- te-se embaraçado coma sua doença,pois esse gestes signi- fica estamos no mesmo barco,em breve seguir-te-ei.Deste modo estará desculpado pelo facto de ter de fazer aquelas perguntas horríveis que se fazem aos doentes.Como está? Como estão a correr as coisas?Como se sente? Doris esboça um sorriso débil.Será poque lhe agrada Que ele tenha vindo? |
ISHERWOOD " Um Homem no singular"
9.4.06
Noite
Deixo atrás- o quê ? que sombras
vagas me perseguem ainda, como insectos que nenhuma treva
assusta ?Fujo! E as asas calcárias do louva-a-deus
colam-se-me às costas.Voo,agora,levando comigo
o fogo terrestre.Nenhum orizonte de ontem me poupará
o remorso de uma eternidade crepuscular: céus cinzentos
que entrevejo da esplanada branca do casino;o barco imóvel,
na enseada,apontando o nascente. E desço a escada
de pedra,com um lento rasto de caracol nocturno,
levando comigo a fúnebre notícia: " Ali,
onde um astro pousara o seu casco,deixando a luminosa
impressão de um fundo musical, os meus olhos beberam o último
brilho";e uma constelação de sais prendeu a sonâmbula
inspiração do vento.
Nuno Júdice "Obra Poética"
vagas me perseguem ainda, como insectos que nenhuma treva
assusta ?Fujo! E as asas calcárias do louva-a-deus
colam-se-me às costas.Voo,agora,levando comigo
o fogo terrestre.Nenhum orizonte de ontem me poupará
o remorso de uma eternidade crepuscular: céus cinzentos
que entrevejo da esplanada branca do casino;o barco imóvel,
na enseada,apontando o nascente. E desço a escada
de pedra,com um lento rasto de caracol nocturno,
levando comigo a fúnebre notícia: " Ali,
onde um astro pousara o seu casco,deixando a luminosa
impressão de um fundo musical, os meus olhos beberam o último
brilho";e uma constelação de sais prendeu a sonâmbula
inspiração do vento.
Nuno Júdice "Obra Poética"
31.3.06
Antes que seja tarde
| Amigo, tu que choras uma angústia qualquer e falas de coisas mansas como o luar e paradas como as águas de um lago adormecido, acorda! Deixa de vez as margens do regato solitário onde te miras como se fosses a tua namorada. Abandona o jardim sem flores desse país inventado onde tu és o único habitante. Deixa os desejos sem rumo de barco ao deus-dará e esse ar de renúncia às coisas do mundo. Acorda,amigo, liberta-te dessa paz podre de milagre que existe apenas na tua imaginação. Abre os olhos e olha abre os braços e luta! Amigo, antes da morte vir nasce de vez para a vida. Manuel da Fonseca " Poemas completos" |
23.3.06
Pergunto-me quanta gente nesta cidade
Pergunto-me quanta gente nesta cidade
vive em apartamentos mobilados.
Altas horas da noite quando olho os outros prédios
juro que vejo um rosto em cada janela
que me olha também
e quando volto para dentro
pergunto-me quantos se sentam às suas escrivaninhas
e escrevem isto
Leonard Cohen " Filhos da neve"
vive em apartamentos mobilados.
Altas horas da noite quando olho os outros prédios
juro que vejo um rosto em cada janela
que me olha também
e quando volto para dentro
pergunto-me quantos se sentam às suas escrivaninhas
e escrevem isto
Leonard Cohen " Filhos da neve"
12.3.06
Descrição de um lugar
Sou um reflexo no vidro.Olho-me
fixamente, e o poema capta-me nesta atitude.
Pudesse eu conhecer-me como se conhece
o poema...
Deixo um retrato de mim,morto,
há um ano por esta altura.Que me aconteceu,
entretanto?De quem é este corpo
que me é estranho pálido habitante de um movimento
indeciso e aparente?Quem sinto quando me toco,
quem me dorme,quem me pensa,
quem me escreve? O meu rosto enconbre um pronome.vivo
uma sintaxe corrupta no patamar marítimo
do mito.Quem me impede o sentimento?Quem me abre
um caminho que não sigo,condeno o outro
de mim próprio?
No entanto,estou aqui.Entre mim e o poema,
opaco a ambos,sem nada para dizer.
Nuno Júdice "Obra poética"
fixamente, e o poema capta-me nesta atitude.
Pudesse eu conhecer-me como se conhece
o poema...
Deixo um retrato de mim,morto,
há um ano por esta altura.Que me aconteceu,
entretanto?De quem é este corpo
que me é estranho pálido habitante de um movimento
indeciso e aparente?Quem sinto quando me toco,
quem me dorme,quem me pensa,
quem me escreve? O meu rosto enconbre um pronome.vivo
uma sintaxe corrupta no patamar marítimo
do mito.Quem me impede o sentimento?Quem me abre
um caminho que não sigo,condeno o outro
de mim próprio?
No entanto,estou aqui.Entre mim e o poema,
opaco a ambos,sem nada para dizer.
Nuno Júdice "Obra poética"
3.3.06
Olho-te e a morte ronda perto.Jogo com o tempo com essa presença que me assusta e atrai.Há em ti qualquer coisa de irremediável,de profundo desespero.
" O meu amanhã é a sombra.Corpo corrompido..Tenho medo da minha morte...."-disseste
Ouve:
Era uma vez um Homem que se queria renovado.
Era uma vez um Homem que se aturdia com mu«inutos tão cheios que não tinham ecos de relógio.E o ar juvenil,a adoração da mulher a dizê-lo vivo e belo e capaz...O Homem bebeu o mais que pode da seiva jovem,para provar a distância da morte.Por momentos,o homem cansado foi efebo e fauno,o homem doente foi gazela veloz,cavalo alado,grito de esperança.
Enternecedor esse sorriso de homem frágil,à procura do renascer.
Homem fugindo da evidência.
Maria graciette Bessse " Mulher sentada no silêncio"
" O meu amanhã é a sombra.Corpo corrompido..Tenho medo da minha morte...."-disseste
Ouve:
Era uma vez um Homem que se queria renovado.
Era uma vez um Homem que se aturdia com mu«inutos tão cheios que não tinham ecos de relógio.E o ar juvenil,a adoração da mulher a dizê-lo vivo e belo e capaz...O Homem bebeu o mais que pode da seiva jovem,para provar a distância da morte.Por momentos,o homem cansado foi efebo e fauno,o homem doente foi gazela veloz,cavalo alado,grito de esperança.
Enternecedor esse sorriso de homem frágil,à procura do renascer.
Homem fugindo da evidência.
Maria graciette Bessse " Mulher sentada no silêncio"
Amei-te com as palavras
com o verde ramo das palavras
e a pomba assustada do coração.
Amei-te com os olhos
o espelho doido dos olhos
e a sede inextinguível da boca.
Amei-te com a pele
as pernas e os pés
e todos os gritos que trago
por debaixo da roupa.
Amei-te com as mãos
as mesmas com que te digo adeus.
Rosa Lobato Faria " As pequenas Palavras"
com o verde ramo das palavras
e a pomba assustada do coração.
Amei-te com os olhos
o espelho doido dos olhos
e a sede inextinguível da boca.
Amei-te com a pele
as pernas e os pés
e todos os gritos que trago
por debaixo da roupa.
Amei-te com as mãos
as mesmas com que te digo adeus.
Rosa Lobato Faria " As pequenas Palavras"
O silêncio não existe porque é o constante rumor de uma
inexistência.O que se ouve, para além do movimento da cidade,
é o monótono murmúrio do nada.Apenas sombra de nada,quem
nele procura um apelo ou uma resposta não os encontra ou
encontra um sinal negativo.Nada diz esse murmúrio nulo,que é
o eco inalterável do vazio do mundo,mas quem o ouve sente a
radicalidade da sua negação como se a cada momento nos
dissesse: Não há.
António Ramos Rosa "Relâmpago de nada"
inexistência.O que se ouve, para além do movimento da cidade,
é o monótono murmúrio do nada.Apenas sombra de nada,quem
nele procura um apelo ou uma resposta não os encontra ou
encontra um sinal negativo.Nada diz esse murmúrio nulo,que é
o eco inalterável do vazio do mundo,mas quem o ouve sente a
radicalidade da sua negação como se a cada momento nos
dissesse: Não há.
António Ramos Rosa "Relâmpago de nada"
12.2.06
Tristezas
Hoje estou triste, já ontem estava
O meu ser é a tristeza, não só a minha
O meu ser é a erva mais daninha
A que mata e parece ter beleza
Hoje estou triste com a minha pobreza
Pobreza moral,material e natural
A pobreza do rico que se julga imortal
A pobreza do senhor,do chefe,do rei
Mas quem sou eu para estar assim tão triste ?
Não sei quem sou nem nunca o saberei
Oiço o barulho dos carros que lá vão
A caminho do fim,a caminho da morte
Que levam cruzes nos vidros para dar sorte
Cruzes de papel coladas nas vidraças
.....
Manuel Luís Caeiro " Flores do Alentejo"
É assim que eu me sinto todos os dias
O meu ser é a tristeza, não só a minha
O meu ser é a erva mais daninha
A que mata e parece ter beleza
Hoje estou triste com a minha pobreza
Pobreza moral,material e natural
A pobreza do rico que se julga imortal
A pobreza do senhor,do chefe,do rei
Mas quem sou eu para estar assim tão triste ?
Não sei quem sou nem nunca o saberei
Oiço o barulho dos carros que lá vão
A caminho do fim,a caminho da morte
Que levam cruzes nos vidros para dar sorte
Cruzes de papel coladas nas vidraças
.....
Manuel Luís Caeiro " Flores do Alentejo"
É assim que eu me sinto todos os dias
Ouve estas palavras
ouve estas palavras escritas.ouve os trovões em países distantes.
enquanto lês estas palavras,eu estou debaixo desses trovões.
estas palavras foram escritas numa cidade que já não existe.
para mim é tão importante que entendas,mas o sangue no chão
é tão difícil de explicar.todas as pessoas que se vestiram de luto
à minha volta disseram-me que estava louco, mas tu sorriste.
lembras-te ?lembras-te de mim ?com as mãos sobre o peito,
juro-te que ainda sou o mesmo, a única diferença é este medo
de que tenha deixado de entender e de que já não consigas sorrir.
José Luís Peixoto " A casa, A escuridão"
Para ti que estás aí e nunca mes esqueceste......
enquanto lês estas palavras,eu estou debaixo desses trovões.
estas palavras foram escritas numa cidade que já não existe.
para mim é tão importante que entendas,mas o sangue no chão
é tão difícil de explicar.todas as pessoas que se vestiram de luto
à minha volta disseram-me que estava louco, mas tu sorriste.
lembras-te ?lembras-te de mim ?com as mãos sobre o peito,
juro-te que ainda sou o mesmo, a única diferença é este medo
de que tenha deixado de entender e de que já não consigas sorrir.
José Luís Peixoto " A casa, A escuridão"
Para ti que estás aí e nunca mes esqueceste......
4.2.06
Escrever para trocar uma maor pela memória dele.
Escrever para renovar incessantemente
a falsa eternidade.Abrindo um caminho para o sangue.Abrindo
um espaço onde instalar o corpo que apodrece, sílaba a sílaba.
Mata-se o amor por dentro das palavras que escrevem contornando os ângulos da página paisagem.
Mata-se o amor, para ficar dele a memória mais assassina, o grito mais claro de funda solidão.
....
A arte do amor que se escreve reinventando-se é uma ficção dolorosamente apreendida.
As palavras-repetidas, de obcessão-as palavras,dizia tornam mais irremediável este súbito silêncio,dia vertical sem a sombra do teu sangue.tua linfa.
Meu sopro veloz. De trágica morte.
Maria graciette besse " Mulher sentada no silêncio"
Escrever para renovar incessantemente
a falsa eternidade.Abrindo um caminho para o sangue.Abrindo
um espaço onde instalar o corpo que apodrece, sílaba a sílaba.
Mata-se o amor por dentro das palavras que escrevem contornando os ângulos da página paisagem.
Mata-se o amor, para ficar dele a memória mais assassina, o grito mais claro de funda solidão.
....
A arte do amor que se escreve reinventando-se é uma ficção dolorosamente apreendida.
As palavras-repetidas, de obcessão-as palavras,dizia tornam mais irremediável este súbito silêncio,dia vertical sem a sombra do teu sangue.tua linfa.
Meu sopro veloz. De trágica morte.
Maria graciette besse " Mulher sentada no silêncio"
Não estás cansada?
Não estás cansada
da tua beleza esta noite ?
Como podes carregar esse peso
debaixo das estrelas ?
O teu cabelo
ou os teus lábios
eram suficientes para te esmagar
Consegues ver-me quando passo
a correr
o pesado New York Times debaixo do braço
com a tua fotografia
algures
no seu interior ?
Leonard Cohen " Filhos da neve"
da tua beleza esta noite ?
Como podes carregar esse peso
debaixo das estrelas ?
O teu cabelo
ou os teus lábios
eram suficientes para te esmagar
Consegues ver-me quando passo
a correr
o pesado New York Times debaixo do braço
com a tua fotografia
algures
no seu interior ?
Leonard Cohen " Filhos da neve"
28.1.06
Lisboa, 2 de Junho de 1994
Querida Marta,
Tenho dado tudo por tudo para me aguentar, mas é tão difícil! O doutor Gonçalves( o meu novo psicólogo) diz que vou conseguir, mas não sei se é apenas para me encorajar.Deve ser uma táctica dos psicólogos para fazer de conta que toda a gente é capaz de tudo.
Seja como for,preciso de acreditar nele, já que em mim não acredito.Insiste em que tenho de desabafar,partilhar. O quê? com quem ?
Esta tarde,quando estava a baloiçar-me na minha lua,olhei para o pulso esquerdo e tive vontade de arrancar a pele para a tatuagem sair.Agora é tarde demais.O meu relógio continua parado nas zero horas de um dia que ainda não chegou.Quem poderá dar-lhe corda ?
Estou contente por não ter vendido a tua colecção de caléidoscópios, mas a verdade é que também não sei se seria fácil arranjar comprador, não sei se estes tubinhos mágicos têm aquilo a que se chama valor comercial.
Contigo sou sempre sincera, mas só contigo.
A minha mãe tem feito um esforço para falar comigo, mas não tem jeito, não é por mal.Falta de hábito...quando não sabe que assunto puxar, pôem-se a falar das clientes da loja, as Xaxões, as Pituchas, as Ninis, as Dadinhas, as Coitadinhas... O meu pai anda triste, mas não diz nada.No outro dia, quando olhou para mim percebi que se comoveu(talvez por eu estar muito magra) mas segue à risca o velho ditado " um homem não chora" e disfarça, põe um sorriso de plástico e faz de conta que está a correr tudo bem. Tenho pena do meu pai, tenho mesmo muita pena.Deve ser frustrante ter uma filha como eu, pior ainda do que ser pai do Pré-histórico, embora me custe um bocado a admiti-lo.
O meu quarto está atafulhado de coisas inúteis e não gosto da nova janela que colocaram para substituir a que eu parti o mês passado, num dia em que quis " voar" daqui para fora( mais um dia para esquecer...).
Que será feito do diogo?Também não sei nada do Luís, da Sara, das gémeas...Só o João pedro é que telefona de vez em quando,sempre animador" Daqui a uns dias já estás na maior,miúda, vais ver. É só uma questão de tempo". Tempo, o eterno enigma que eu gostav de desvendar...Disse-me também que quer vir ver-me, mas prefiro que ele não me veja assim.
Não saberia como explicar-lhe, e ele haveria de achar-me a pessoa mais estúpida, mais incoerente e mais absurda do planeta. Basta ouvi-lo ao telefone para perceber que não me perdoa. Não posso criticá-lo por isso.
Eu também não me perdoo. Em contrapartida,já consegui perdoar-te Marta.Finalmente!Ainda não compreendi as tuas razões(e talvez nunca venha a compreênde-las),mas devem ter sido fortes.Apesar de continuar a pensar que a tua família é melhor do que a minha,talvez tu tivesses descoberto algo de muito errado,alguma coisa que não conseguiste partilhar(a palavra que o meu psicólogo mais usa) com ninguém, nem comigo.Deve ter sido alguma verdade demasiado demasiado terível.Quanto a mim,já sei o que descobri.Descobri que a lógica só existe em matemática e que tudo é tão absurdo que só estamos em paz a dormir(quando não se tem sonhos como eu tenho) e descobri ainda que o meu melhor amigo é um cão( sempre é melhor do que não ter amigos, não é?).
Ás vezes lembro-me de como eu tinha a mania de ser perfeita e isso dá-me vontade de rir.As ideias ridículas que me vinhas à cabeça! Tanta coisa que eu não sabia à um ano atrás!Que ignorante que eu era!
Quando fizemos,lá na escola,aquela peça de teatro inspirada em ti,Os Amigos da Onça,o ano passdo,nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para lá,para o lado onde tu passate,o lado que eu sabia que estava ERRADO! quis tanto compreender tudo aquilo que te tinha acontecido,aquilo por que tinhas passado quando te afastaste de toda a genta que acabei por seguir um caminho muito parecido,talvez mesmo igual.Fui muito injusta por te ter condenado,criticado e até odiado,Marta.Acho que aprendi.Espero que não seja tarde.
Um beijo da
Joana
Maria Teresa Maia gonzalez " A Lua De Joana" ( o livro que conta em parte a minha história)
Tenho dado tudo por tudo para me aguentar, mas é tão difícil! O doutor Gonçalves( o meu novo psicólogo) diz que vou conseguir, mas não sei se é apenas para me encorajar.Deve ser uma táctica dos psicólogos para fazer de conta que toda a gente é capaz de tudo.
Seja como for,preciso de acreditar nele, já que em mim não acredito.Insiste em que tenho de desabafar,partilhar. O quê? com quem ?
Esta tarde,quando estava a baloiçar-me na minha lua,olhei para o pulso esquerdo e tive vontade de arrancar a pele para a tatuagem sair.Agora é tarde demais.O meu relógio continua parado nas zero horas de um dia que ainda não chegou.Quem poderá dar-lhe corda ?
Estou contente por não ter vendido a tua colecção de caléidoscópios, mas a verdade é que também não sei se seria fácil arranjar comprador, não sei se estes tubinhos mágicos têm aquilo a que se chama valor comercial.
Contigo sou sempre sincera, mas só contigo.
A minha mãe tem feito um esforço para falar comigo, mas não tem jeito, não é por mal.Falta de hábito...quando não sabe que assunto puxar, pôem-se a falar das clientes da loja, as Xaxões, as Pituchas, as Ninis, as Dadinhas, as Coitadinhas... O meu pai anda triste, mas não diz nada.No outro dia, quando olhou para mim percebi que se comoveu(talvez por eu estar muito magra) mas segue à risca o velho ditado " um homem não chora" e disfarça, põe um sorriso de plástico e faz de conta que está a correr tudo bem. Tenho pena do meu pai, tenho mesmo muita pena.Deve ser frustrante ter uma filha como eu, pior ainda do que ser pai do Pré-histórico, embora me custe um bocado a admiti-lo.
O meu quarto está atafulhado de coisas inúteis e não gosto da nova janela que colocaram para substituir a que eu parti o mês passado, num dia em que quis " voar" daqui para fora( mais um dia para esquecer...).
Que será feito do diogo?Também não sei nada do Luís, da Sara, das gémeas...Só o João pedro é que telefona de vez em quando,sempre animador" Daqui a uns dias já estás na maior,miúda, vais ver. É só uma questão de tempo". Tempo, o eterno enigma que eu gostav de desvendar...Disse-me também que quer vir ver-me, mas prefiro que ele não me veja assim.
Não saberia como explicar-lhe, e ele haveria de achar-me a pessoa mais estúpida, mais incoerente e mais absurda do planeta. Basta ouvi-lo ao telefone para perceber que não me perdoa. Não posso criticá-lo por isso.
Eu também não me perdoo. Em contrapartida,já consegui perdoar-te Marta.Finalmente!Ainda não compreendi as tuas razões(e talvez nunca venha a compreênde-las),mas devem ter sido fortes.Apesar de continuar a pensar que a tua família é melhor do que a minha,talvez tu tivesses descoberto algo de muito errado,alguma coisa que não conseguiste partilhar(a palavra que o meu psicólogo mais usa) com ninguém, nem comigo.Deve ter sido alguma verdade demasiado demasiado terível.Quanto a mim,já sei o que descobri.Descobri que a lógica só existe em matemática e que tudo é tão absurdo que só estamos em paz a dormir(quando não se tem sonhos como eu tenho) e descobri ainda que o meu melhor amigo é um cão( sempre é melhor do que não ter amigos, não é?).
Ás vezes lembro-me de como eu tinha a mania de ser perfeita e isso dá-me vontade de rir.As ideias ridículas que me vinhas à cabeça! Tanta coisa que eu não sabia à um ano atrás!Que ignorante que eu era!
Quando fizemos,lá na escola,aquela peça de teatro inspirada em ti,Os Amigos da Onça,o ano passdo,nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para lá,para o lado onde tu passate,o lado que eu sabia que estava ERRADO! quis tanto compreender tudo aquilo que te tinha acontecido,aquilo por que tinhas passado quando te afastaste de toda a genta que acabei por seguir um caminho muito parecido,talvez mesmo igual.Fui muito injusta por te ter condenado,criticado e até odiado,Marta.Acho que aprendi.Espero que não seja tarde.
Um beijo da
Joana
Maria Teresa Maia gonzalez " A Lua De Joana" ( o livro que conta em parte a minha história)
faz um ano que comecei nesta onda dos blogs.....
um muito obrigada a todos os que por cá passam e me tem dado muita força para seguir em frente neste caminho duro......
sinceramente nao pensei que ia aguentar muito tempo..mas acabou por se tornar o meu diário público..onde muito de mim cá está......onde as vezes uma lágrima cai quando escrevo..um sorriso esboço quando estou contente.....(apesar de ser uma pessoa triste)...
peço desculpa se alguam vez magoei alguém mas não foi por mal....é dificil aguentar...
mas continuarei a escrever porque descobri que isto alivia a minha dor e me ajuda melhor a passar a solidão
MAKE LOVE...FUCK THE WAR
um muito obrigada a todos os que por cá passam e me tem dado muita força para seguir em frente neste caminho duro......
sinceramente nao pensei que ia aguentar muito tempo..mas acabou por se tornar o meu diário público..onde muito de mim cá está......onde as vezes uma lágrima cai quando escrevo..um sorriso esboço quando estou contente.....(apesar de ser uma pessoa triste)...
peço desculpa se alguam vez magoei alguém mas não foi por mal....é dificil aguentar...
mas continuarei a escrever porque descobri que isto alivia a minha dor e me ajuda melhor a passar a solidão
MAKE LOVE...FUCK THE WAR
8.1.06
W.B yeals em rapalho
A janela fechada não exala barulho.Uma luz estranha
atravessa o ar.Ouço-me, de súbito, contra o fundo de
ruídos diversos.Os objectos saem do quotidiano torpor,
e uma voz surge enquanto a luz, matinal,parece lembrar
que nada é como antes foi.
E se resolvo sair da cadeira, onde estou
e escrevo, para me aproximar da fugaz precipitação
luminosa, já esse gesto me afasta em
direcção ao movimento da vida.Encontro o que é presente,
e me implica até por fim voltar as costas
ao raciocínio e à própria poesia. O que antes foi,
e se perde na descida para o instante agora vivido
é, porém, o que me atrai e dispersa.
Por quanto tempo ficarei ainda no turvo charco
da memória ?
( Mas o seu objectivo era descobrir
estados de espírito imortais nos desejos mortais,
uma esperança imperecível nas nossas ambições
fúteis...)
Nuno júdice( O meu poeta favorito) " Obra poética"
atravessa o ar.Ouço-me, de súbito, contra o fundo de
ruídos diversos.Os objectos saem do quotidiano torpor,
e uma voz surge enquanto a luz, matinal,parece lembrar
que nada é como antes foi.
E se resolvo sair da cadeira, onde estou
e escrevo, para me aproximar da fugaz precipitação
luminosa, já esse gesto me afasta em
direcção ao movimento da vida.Encontro o que é presente,
e me implica até por fim voltar as costas
ao raciocínio e à própria poesia. O que antes foi,
e se perde na descida para o instante agora vivido
é, porém, o que me atrai e dispersa.
Por quanto tempo ficarei ainda no turvo charco
da memória ?
( Mas o seu objectivo era descobrir
estados de espírito imortais nos desejos mortais,
uma esperança imperecível nas nossas ambições
fúteis...)
Nuno júdice( O meu poeta favorito) " Obra poética"
31.12.05
Uma sombra outra sombra a noite desce
uma sombra a noite desce
sobre telhados que não vejo
entra nas casas onde a esperam sem saber
da solidão gamosa que as trespassa e me trespassa
a mim que não a espero e não desejo
e a sinto sem a ver descer entre altos ramos
ouvindo um fio de musgo e susto que em seguida
me faz olhar o céu
céu de incerteza beleza mutilada
na mesma claridade que floresce um só instante mais
enquanto morre
céu de sereno sono com clarões baços e abandono e medo
e a vagarosa trémula, neblina que escorre e se desprende
o só calor real e só possível do que é imenso e impossível
no ansioso terror de nunca mais
Iluminam-se as ruas
enquanto sobre nós e em nós a noite desce cresce
e nos envolve e nos liberta e prende
Mas aqui onde estamos
já não estamos
que sem cartão de identidade e de mãos nuas
desafiando a noite e a confusão tentacular dos ramos
onde julgam que estamos
sem princípio e sem fim anónimos voamos
Mário Dionísio "Memória dum pintor desconhecido"
sobre telhados que não vejo
entra nas casas onde a esperam sem saber
da solidão gamosa que as trespassa e me trespassa
a mim que não a espero e não desejo
e a sinto sem a ver descer entre altos ramos
ouvindo um fio de musgo e susto que em seguida
me faz olhar o céu
céu de incerteza beleza mutilada
na mesma claridade que floresce um só instante mais
enquanto morre
céu de sereno sono com clarões baços e abandono e medo
e a vagarosa trémula, neblina que escorre e se desprende
o só calor real e só possível do que é imenso e impossível
no ansioso terror de nunca mais
Iluminam-se as ruas
enquanto sobre nós e em nós a noite desce cresce
e nos envolve e nos liberta e prende
Mas aqui onde estamos
já não estamos
que sem cartão de identidade e de mãos nuas
desafiando a noite e a confusão tentacular dos ramos
onde julgam que estamos
sem princípio e sem fim anónimos voamos
Mário Dionísio "Memória dum pintor desconhecido"
28.12.05
Não podia deixar passar isto em branco....
o meu amigo tostas fez este comentário que recebi no e-mail a prepósito do meu último post abaixo..
Tostas has sent you a link to a weblog:
a simplicidade de um poema bem escrito, ultrapassa toda a complexidade forçada daqueles que querem tornar incompreensivel aquilo que se passa À nossa volta e no interior de cada um. Fantastico texto para reflectir sobre o nosso quotidiano...
Blog: voz do silencio
Post: É assim...
Link: http://vozdosilencio.blogspot.com/2005/12/assim.html
obrigada amigo..nunka te esquecerei..apesar de convivermos a pouko tempo sei k poxo kontar ctg e tu tb podes contar comigo..bj grande
Tostas has sent you a link to a weblog:
a simplicidade de um poema bem escrito, ultrapassa toda a complexidade forçada daqueles que querem tornar incompreensivel aquilo que se passa À nossa volta e no interior de cada um. Fantastico texto para reflectir sobre o nosso quotidiano...
Blog: voz do silencio
Post: É assim...
Link: http://vozdosilencio.blogspot.com/2005/12/assim.html
obrigada amigo..nunka te esquecerei..apesar de convivermos a pouko tempo sei k poxo kontar ctg e tu tb podes contar comigo..bj grande
22.12.05
É assim...
Todos os dias...
Conto os dias que passaram,
Sem te ver,
Sem te sentir...
Todos os dias...
faço um esforço para te esquecer
e esquecer tudo.
Todos os dias...
desejo-te,
imagino-te,
amo-te!
Todos os dias..
São dias e nunca mais acabam!
indie
Conto os dias que passaram,
Sem te ver,
Sem te sentir...
Todos os dias...
faço um esforço para te esquecer
e esquecer tudo.
Todos os dias...
desejo-te,
imagino-te,
amo-te!
Todos os dias..
São dias e nunca mais acabam!
indie
10.12.05
Não me fales do eterno...
Eu sou mortal e estou só de passagem.
O meu tempo de permanência aqui é muito longo e tenho de partir.
Fala-me de ti , da vida ,de nós. Aproveita enquanto cá estou.
Conta-me uma história de amor , um poema, uma tragédia, um romance.
Sabes às vezes penso que por ser mortal sinto que nada me pertence.Tão agarrada e tudo e quando for o dia da minha partida tenho de deixar tudo. Nâo quero carregar o peso da inutilidade.
Indie
Eu sou mortal e estou só de passagem.
O meu tempo de permanência aqui é muito longo e tenho de partir.
Fala-me de ti , da vida ,de nós. Aproveita enquanto cá estou.
Conta-me uma história de amor , um poema, uma tragédia, um romance.
Sabes às vezes penso que por ser mortal sinto que nada me pertence.Tão agarrada e tudo e quando for o dia da minha partida tenho de deixar tudo. Nâo quero carregar o peso da inutilidade.
Indie
" Ele a relembra agora no retrato que dela fizera depois. Retrato fulminante, exacto, mas de uma exactidão só conforme com o sonho dele, tenaz, ou com o que ela própria de si perdera, ou decerto com a verdade última e sagrada de uma Elsa sem tempo. Corpo erguido em desafio à morte, sim ;mas o olhar rendido de humildade, as mãos dadas à frente, revelam nela uma amargura profunda e resignada, descobriam nela uma inocência original, a presença escura de um estigma divino.
Alguma coisa de grave e de misterioso a transcendia assim, a unia a que forças elementares da terra, da vida ? "
Vergílio Ferreira " Cântico Final"
Alguma coisa de grave e de misterioso a transcendia assim, a unia a que forças elementares da terra, da vida ? "
Vergílio Ferreira " Cântico Final"
14.11.05
Estou cansada não da viagem que não fiz
mas de qualquer outra coisa que me cansa
não me lembro desde quando ou desde porquê.
Há muito tempo eu quis gritar
mas não foi possível.
Apenas e só isso;
Do interior do meu interior
alguma coisa subiu,subiu
até me alcançar os olhos
e deles caírem pingos de pedra
que me tacaram o corpo exterior
e me fizeram doer.
Disse-estou a chorar ?
Há muito tempo que eu quis olhar
mas não foi possível.
Olhar mesmo para o mar que é a minha lua
e minha terra.
Quis vê-lo girar como gira a minha terra,
como se nunca tivesse estado parado
mas também como se nunca fosse mais depressa.
Cristina Carvalho " Até já não é adeus"( se um dia tiverem oportunidade não deixem de ler.. é qualquer coisa fora do normal)
mas de qualquer outra coisa que me cansa
não me lembro desde quando ou desde porquê.
Há muito tempo eu quis gritar
mas não foi possível.
Apenas e só isso;
Do interior do meu interior
alguma coisa subiu,subiu
até me alcançar os olhos
e deles caírem pingos de pedra
que me tacaram o corpo exterior
e me fizeram doer.
Disse-estou a chorar ?
Há muito tempo que eu quis olhar
mas não foi possível.
Olhar mesmo para o mar que é a minha lua
e minha terra.
Quis vê-lo girar como gira a minha terra,
como se nunca tivesse estado parado
mas também como se nunca fosse mais depressa.
Cristina Carvalho " Até já não é adeus"( se um dia tiverem oportunidade não deixem de ler.. é qualquer coisa fora do normal)
9.11.05
Carta de despedida
Sinto uma terrivel culpa sabes.
Estive a ler tudo o que escrevi para ti.. de todas as coisas de que acusei e rotulei.
Desculpa-me.
Tu não és apenas o responsável pelo que eu suplico.
E eu ?
Que tenho feito ?Que esforço faço(fiz) para ajudar a situação?
Limitei-me a criticar-te, a dizer todas as barbaridades enquanto tu estás na tua porque não tens nada aver com isso.
Pûs-te um selo para seres enviado para mim.
É como se me pertencesses.
Que direito tenho eu para fazer isso ?
Eu sou livre e a minha liberdade acaba onde começa a tua.
Sinto-me culapada por não te respeitar, por ser egoísta e querer-te só para mim.
Não há nada entre nós..
Talvez nunca haverá..mas acho que não vale a pena tentar negá-lo a mim mesma.
É para ti que eu volto sempre, volto quando me sinto mais só e quando preciso de ti para respirar.
Já vai algum tempo que eu....
Não sei o teu nome.. pouco sei de ti..mas és um fantasma que me persegue.
Já tentei esquecer-te...
Achas que não ?
Pensas que consegui ?Enganas-te...
Esqueço-me para depois me lembrar de ti..
A vida dá muitas voltas..é verdade.
É nestas alturas que nos apercebemos do real valor que as pessoas têm para nós...
Os amigos...a família..os desconhecidos.. os amores.
Uns vão..outros ficam e há outros que realmente nos apercebemos que estão sempre lá como uma estátua inderrubável.
De todas as partidas que a vida me pregou as únicas coisas que ficaram foi os amigos.. os conhecidos.. e alguns amores.
Quando pensava que as coisas fossem respostas,veio a vida e mudou todas as perguntas.
E eu fiquei sem saber o que fazer.
Eras uma resposta,agora és uma pergunta para o qual ainda não tenho resposta.
mas digo-te que és uma pergunta sem interesse.
Finalmente-pensas tu.
Não foi fácil sabes.Quando se tem esperança,todos os motivos servem para para alimentá-la.
Mas o motivo que me prende a ti aos poucos desvanece.
Há outro.Sim há uma nova esperança.Talvez me esteja a ajudar que tu passes na rua mais oa lado da minha,talvez seja mais um para daqui a uns tempos fazer o mesmo que estou a fazer agora
Só o tempo o dirá.
Quando nos encontrarmos na rua haverá a memória de usn tempos que eram importantes.
Ainda penso em ti... é verdade.
Lembro-me das memórias que guardo..dde tudo que imaginei acontecer.
Chorei or ti.Verti lágrimas sozinha de dor.Esta dor era das lágrimas doerem ao caírem pela face.
Hoje o que resta ?
Eu também sou humana lembras-te ?
Tenho sentimentos tal como tu.
Escrevo-te esta carta que nunca vais ler.Mas sei que no fundo lês nos meus lábios e na minha face muito do que eu te disse aqui.
Até um dia..................
Estive a ler tudo o que escrevi para ti.. de todas as coisas de que acusei e rotulei.
Desculpa-me.
Tu não és apenas o responsável pelo que eu suplico.
E eu ?
Que tenho feito ?Que esforço faço(fiz) para ajudar a situação?
Limitei-me a criticar-te, a dizer todas as barbaridades enquanto tu estás na tua porque não tens nada aver com isso.
Pûs-te um selo para seres enviado para mim.
É como se me pertencesses.
Que direito tenho eu para fazer isso ?
Eu sou livre e a minha liberdade acaba onde começa a tua.
Sinto-me culapada por não te respeitar, por ser egoísta e querer-te só para mim.
Não há nada entre nós..
Talvez nunca haverá..mas acho que não vale a pena tentar negá-lo a mim mesma.
É para ti que eu volto sempre, volto quando me sinto mais só e quando preciso de ti para respirar.
Já vai algum tempo que eu....
Não sei o teu nome.. pouco sei de ti..mas és um fantasma que me persegue.
Já tentei esquecer-te...
Achas que não ?
Pensas que consegui ?Enganas-te...
Esqueço-me para depois me lembrar de ti..
A vida dá muitas voltas..é verdade.
É nestas alturas que nos apercebemos do real valor que as pessoas têm para nós...
Os amigos...a família..os desconhecidos.. os amores.
Uns vão..outros ficam e há outros que realmente nos apercebemos que estão sempre lá como uma estátua inderrubável.
De todas as partidas que a vida me pregou as únicas coisas que ficaram foi os amigos.. os conhecidos.. e alguns amores.
Quando pensava que as coisas fossem respostas,veio a vida e mudou todas as perguntas.
E eu fiquei sem saber o que fazer.
Eras uma resposta,agora és uma pergunta para o qual ainda não tenho resposta.
mas digo-te que és uma pergunta sem interesse.
Finalmente-pensas tu.
Não foi fácil sabes.Quando se tem esperança,todos os motivos servem para para alimentá-la.
Mas o motivo que me prende a ti aos poucos desvanece.
Há outro.Sim há uma nova esperança.Talvez me esteja a ajudar que tu passes na rua mais oa lado da minha,talvez seja mais um para daqui a uns tempos fazer o mesmo que estou a fazer agora
Só o tempo o dirá.
Quando nos encontrarmos na rua haverá a memória de usn tempos que eram importantes.
Ainda penso em ti... é verdade.
Lembro-me das memórias que guardo..dde tudo que imaginei acontecer.
Chorei or ti.Verti lágrimas sozinha de dor.Esta dor era das lágrimas doerem ao caírem pela face.
Hoje o que resta ?
Eu também sou humana lembras-te ?
Tenho sentimentos tal como tu.
Escrevo-te esta carta que nunca vais ler.Mas sei que no fundo lês nos meus lábios e na minha face muito do que eu te disse aqui.
Até um dia..................
7.11.05
Gastei o meu tempo
em esperas inúteis
Em silêncios absurdos
e lágrimas azedas!
minutos perdidos
na esperença de um reencontro!
Súbito olhar no vazio
Memória perdida
de um tempo inacabado.
alma deserta num mar sem fim
Inconstante agitação
na procura de..
uma esperança no nada!
Breve momento de solidão
Paz e incerteza,
Reflexão sobre a tua existência
Imensidão de questões
que buscam uma resposta
A Ti que vais desaparecendo de mim....
em esperas inúteis
Em silêncios absurdos
e lágrimas azedas!
minutos perdidos
na esperença de um reencontro!
Súbito olhar no vazio
Memória perdida
de um tempo inacabado.
alma deserta num mar sem fim
Inconstante agitação
na procura de..
uma esperança no nada!
Breve momento de solidão
Paz e incerteza,
Reflexão sobre a tua existência
Imensidão de questões
que buscam uma resposta
A Ti que vais desaparecendo de mim....
27.10.05
Voz do Outono
Ouve tu,meu cansado coração;
O que te diz a voz da natureza:
-" Mais te valera,nu e sem defesa,
Ter nascido em aspérrima solidão,
Ter gemido,ainda infame,sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel devessa,
Do que embalar-te a Fada da beleza,
Como embalou,no berço da ilusão!
Mais valera à tua alma vizconária
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hóstil e a turba vária,
(Sem ver uma só flor,das mil,que
amaste)
Com ódio e raiva e dor...que ter sonhado
Os sonhos ideias que tu sonhaste"
Antero de Quental " Sonetos"
O que te diz a voz da natureza:
-" Mais te valera,nu e sem defesa,
Ter nascido em aspérrima solidão,
Ter gemido,ainda infame,sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel devessa,
Do que embalar-te a Fada da beleza,
Como embalou,no berço da ilusão!
Mais valera à tua alma vizconária
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hóstil e a turba vária,
(Sem ver uma só flor,das mil,que
amaste)
Com ódio e raiva e dor...que ter sonhado
Os sonhos ideias que tu sonhaste"
Antero de Quental " Sonetos"
25.10.05
vamos separar-nos.nada nunca mais me trará
os teus olhos ou os teus dedos ou tantas coisas
que eram palavras.nada, nunca mais,manhã após
manhã,te mostrará o meu rosto a acordar.nem as
estrelas,nem a cama antes de adormecer.nada.
vamos separar-nos,e nada nunca mais nos poderá
unir,nem mesmo o tempo,nem mesmo a morte
José luís peixoto " A criança em ruínas"
os teus olhos ou os teus dedos ou tantas coisas
que eram palavras.nada, nunca mais,manhã após
manhã,te mostrará o meu rosto a acordar.nem as
estrelas,nem a cama antes de adormecer.nada.
vamos separar-nos,e nada nunca mais nos poderá
unir,nem mesmo o tempo,nem mesmo a morte
José luís peixoto " A criança em ruínas"
4.10.05
Soneto da hora final
Será assim amiga! um certo dia
estando nós a contemplar o poente
sentiremos no rosto de repente
o beijo de uma aragem fria
Tu me olharás silenciosamente
e eu te olharei,também com nostalgia
e partiremos tontos de poesia
para a porta da treva aberta em frente.
Ao tranpôr as fronteiras do segredo
tu calam me dirás: não tenhas medo,
e eu calmo te direi: sê forte,
e como dois antigos namorados
noturnamente tristes e enlaçados
nós entraremos nos jardins da morte
Vinicuis de Moraes
Ao ângelo que tanto gosta de vinicius..beijo amigo
estando nós a contemplar o poente
sentiremos no rosto de repente
o beijo de uma aragem fria
Tu me olharás silenciosamente
e eu te olharei,também com nostalgia
e partiremos tontos de poesia
para a porta da treva aberta em frente.
Ao tranpôr as fronteiras do segredo
tu calam me dirás: não tenhas medo,
e eu calmo te direi: sê forte,
e como dois antigos namorados
noturnamente tristes e enlaçados
nós entraremos nos jardins da morte
Vinicuis de Moraes
Ao ângelo que tanto gosta de vinicius..beijo amigo
28.9.05
Vejo-te com um olhar de incerteza nos subúrbios do nada.
Paraste...olhaste e ficaste por cá.
Sombras perseguem o destino à tua procura.
Que fizemos nós do mundo...da vida ?Onde está o nosso paraíso solitário?
Onde estamos nós meu amor?
O que deixaste para trás, que eu não via desaparecer na memória?O nosso percurso acabou.
Estamos assim solitários,à espera que o vento nos leve para longe.
Mas há muito tempo que chovem as nossas lágrimas e espalham-se no corpo duro de tempo.Nem o sol brilha no nosso olhar triste.
Paraste...olhaste e ficaste por cá.
Sombras perseguem o destino à tua procura.
Que fizemos nós do mundo...da vida ?Onde está o nosso paraíso solitário?
Onde estamos nós meu amor?
O que deixaste para trás, que eu não via desaparecer na memória?O nosso percurso acabou.
Estamos assim solitários,à espera que o vento nos leve para longe.
Mas há muito tempo que chovem as nossas lágrimas e espalham-se no corpo duro de tempo.Nem o sol brilha no nosso olhar triste.
16.9.05
Parto para melhor te encontrar.
A viagem é outra forma de habitar o tempo,descobrindo os outros.
Devastando-me no interior da memória ardente.
A solidão é-me agora necessária,como um líquido leve que me transporta para o instante que gostaria de tornar eterno.Perturba-me ainda o ardor, o corpo dobrado ao peso da ternura. O irremediável.
Restauro a palavra que me fala incessantemente de ti.
Bebo-te na memória.
Maria Graciete Besse "mulher sentada no silêncio"
A viagem é outra forma de habitar o tempo,descobrindo os outros.
Devastando-me no interior da memória ardente.
A solidão é-me agora necessária,como um líquido leve que me transporta para o instante que gostaria de tornar eterno.Perturba-me ainda o ardor, o corpo dobrado ao peso da ternura. O irremediável.
Restauro a palavra que me fala incessantemente de ti.
Bebo-te na memória.
Maria Graciete Besse "mulher sentada no silêncio"
31.8.05
Começamos a descobrir os outros que são um pouco do nosso sofrimento.
Fomos com eles para não ficarmos sós.
Tenho medo-disseste.
Eles nunca nos vão desscobrir-disse eu.
Renascemos ao pôr do sol e começamos a saber que era melhor assim.
Tínhamos pena de nós e dos outros.
Percebemos que a solidão nos era necesssária para a criação perfeita de um momento.
-Vem comigo.Devo dizer-te que em tempos gostava de ter ido.
Mas tinha percebido que era tarde, isto é, estava só e não sabia o caminho.
Chamei por ti enquanto partias e senti o sabor das lágrimas.
Custou-me tanto ver-te partir com o nada.
Foste poeta e eu fui o peoma que fizeste nas noites que te sentias mais só, tal como eu me sinto agora e sempre.
Onde está o olhar que passeias pela janela e que eu aprecio quando esqueço o que passou ?
Indie
Fomos com eles para não ficarmos sós.
Tenho medo-disseste.
Eles nunca nos vão desscobrir-disse eu.
Renascemos ao pôr do sol e começamos a saber que era melhor assim.
Tínhamos pena de nós e dos outros.
Percebemos que a solidão nos era necesssária para a criação perfeita de um momento.
-Vem comigo.Devo dizer-te que em tempos gostava de ter ido.
Mas tinha percebido que era tarde, isto é, estava só e não sabia o caminho.
Chamei por ti enquanto partias e senti o sabor das lágrimas.
Custou-me tanto ver-te partir com o nada.
Foste poeta e eu fui o peoma que fizeste nas noites que te sentias mais só, tal como eu me sinto agora e sempre.
Onde está o olhar que passeias pela janela e que eu aprecio quando esqueço o que passou ?
Indie
26.8.05
Para a pessoa mais importante da minha vida
maninha porque hoje és pequenina não me podia esquecer de ti.
Sei que um dia vamos ser felizes longe de todos os que nos magoam mas tem esperança..porque nos vamos encontarar longe e num sitio em que ninguém nos fará mal.
és tudo para mim..és tudo o que tenho.
A minha irmã é deficiente mas é o ser mais importante da minha vida...ela hoje faz 23 anos.
Eu amo-te minha linda
PARABÉNS................
Sei que um dia vamos ser felizes longe de todos os que nos magoam mas tem esperança..porque nos vamos encontarar longe e num sitio em que ninguém nos fará mal.
és tudo para mim..és tudo o que tenho.
A minha irmã é deficiente mas é o ser mais importante da minha vida...ela hoje faz 23 anos.
Eu amo-te minha linda
PARABÉNS................
16.8.05
12.8.05
.......Penso em fugir.Mas sei que é de mim mesma que quero escapar,deste súbito silêncio à minha volta,destas garras que se enterram na minha pele e doem a ausência,o ser a partir de agora,uma só presença nos dias..
Que fizemos nós do amor ?Como foi possível chegar a este ponto,sem me aperceber de que algo aprodecia muito por dentro da suposta ternura ?
Rodeia-me o vazio,monstro que me dilacera todas as noites.Tornei-me,sem dar por isso,numa mulher inexistente,uma mulher que ouve e espera o homem,uma carcaça vazia,um corpo oco,sem querer,privado de voz própria. Ele habitava-me.
........
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
Que fizemos nós do amor ?Como foi possível chegar a este ponto,sem me aperceber de que algo aprodecia muito por dentro da suposta ternura ?
Rodeia-me o vazio,monstro que me dilacera todas as noites.Tornei-me,sem dar por isso,numa mulher inexistente,uma mulher que ouve e espera o homem,uma carcaça vazia,um corpo oco,sem querer,privado de voz própria. Ele habitava-me.
........
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
3.8.05
A tua História
De que te vale chorar..se as lágrimas que vertes ninguém as vê ?
Porque é que ainda falas ...se já ninguém te ouve ?
Caminhas, não sabes onde e nem sabes para onde ir.
estás só e tu sabes disso..procuras alguém,
mas ninguém vem...Pensas que têm medo de ti.
Mas será isso? já te olhaste bem ?
Já vsite como estás vestido? Já viste esse teu rosto desgastado?
Esse rosto desgastado pelo tempo que não perdoa...e que a pouco e pouco te vai destruindo.
Gostavas de conhever alguém que te entendesse, mas tu sabes que isso é impossível...
Todos os dias... para ti são dias e nunca mais acabam!
Que queres então ?Queres falar porque ninguém te ouve?Queres chorar porque ninguém vê as tuas lágrimas?
Nesse teu rosto impenetrável,no fundo consegue ver-se que és alguém e que precisas de ajuda.
Rosto de alguém que sofreu..alguém que está só e não quer ninguém.
Rosto de quem silenciosamente pergunta "Onde isto vai parar ?" e logo a seguir responde "Não se sabe ".
Aquela que amaste..ficou pelo caminho e nunca mais te acompanhará.
Ela é inconfundível- disseste tu quando ninguém te ouvia, mas parece que te esqueceste dele no meio de todos.
Mas não queres pensar mais nisso,vê-se nos teus olhos imparciais..
Não sabes onde estás e não sabes contar a tua história..
Achas que é melhor parar porque o mundo onde vives não te aceita..e por isso continuas no teu caminho.
Dedicada a todos que são rejeitados pela sociedade e que nós nos esquecemos deles.
Porque é que ainda falas ...se já ninguém te ouve ?
Caminhas, não sabes onde e nem sabes para onde ir.
estás só e tu sabes disso..procuras alguém,
mas ninguém vem...Pensas que têm medo de ti.
Mas será isso? já te olhaste bem ?
Já vsite como estás vestido? Já viste esse teu rosto desgastado?
Esse rosto desgastado pelo tempo que não perdoa...e que a pouco e pouco te vai destruindo.
Gostavas de conhever alguém que te entendesse, mas tu sabes que isso é impossível...
Todos os dias... para ti são dias e nunca mais acabam!
Que queres então ?Queres falar porque ninguém te ouve?Queres chorar porque ninguém vê as tuas lágrimas?
Nesse teu rosto impenetrável,no fundo consegue ver-se que és alguém e que precisas de ajuda.
Rosto de alguém que sofreu..alguém que está só e não quer ninguém.
Rosto de quem silenciosamente pergunta "Onde isto vai parar ?" e logo a seguir responde "Não se sabe ".
Aquela que amaste..ficou pelo caminho e nunca mais te acompanhará.
Ela é inconfundível- disseste tu quando ninguém te ouvia, mas parece que te esqueceste dele no meio de todos.
Mas não queres pensar mais nisso,vê-se nos teus olhos imparciais..
Não sabes onde estás e não sabes contar a tua história..
Achas que é melhor parar porque o mundo onde vives não te aceita..e por isso continuas no teu caminho.
Dedicada a todos que são rejeitados pela sociedade e que nós nos esquecemos deles.
25.7.05
" Estaremos sempre sós,meu amor de antes.Inútil,a ternura.
Começas a entendê-lo,quando te agitas sobre o meu corpo,à procura da vertigem que nunca partilho.
Onde ficou o teu olhar de animal doce?Onde deixaste o gesto amante?
.....
Procuro-te meu amor.E sei que já é tarde.Procuro-te nesse tempo em que o teu rosto foi perfil aberto sobre o mar.
..... "
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
Começas a entendê-lo,quando te agitas sobre o meu corpo,à procura da vertigem que nunca partilho.
Onde ficou o teu olhar de animal doce?Onde deixaste o gesto amante?
.....
Procuro-te meu amor.E sei que já é tarde.Procuro-te nesse tempo em que o teu rosto foi perfil aberto sobre o mar.
..... "
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
" Tenho por nome mulher.Olha-me:verás um corpo pilhado no lugar da infância,uma boca rasgada de silêncio e palavras amordaçadas.Aprendi há muito a cruzar as mãos,imóvel no limiar da casa.
Penso por vezes: nunca estendi os braços aos dias claros.Envelheci,sedenta,entre os muros do meu corpo agora pesado de tempo.Uma ave passou na impossível memória e fiquei presa no espanto de a sentir tão transparente.
Ouves-me sequer ? "
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
Penso por vezes: nunca estendi os braços aos dias claros.Envelheci,sedenta,entre os muros do meu corpo agora pesado de tempo.Uma ave passou na impossível memória e fiquei presa no espanto de a sentir tão transparente.
Ouves-me sequer ? "
Maria Graciette Besse "Mulher sentada no silêncio"
não quero mentir mais.estou cansado de mentir.
vejo o teu rosto parado numa fotografia e a memória
que guardo de ti é tão diferente da realidade assustadora das
fotografias.
mas não vou mentir.estou cansado de mentir.
e a minha também és tu, o teu rosto parado na minha memória.
a minha vida és tu e todas as mãos que me sugaram e me
quiseram,
todos os lábios que me beijaram,todas as línguas que me
desenharam figuras
na pele,todos os dentes que me morderam,todas as vozes que me
disseram amo-te
e me fizeram acreditar nisso.não quero mentir mais estou cansado
de mentir.
não és quase nada,mas não quero e não vou fingir que nunca
exististe.
José Luis Peixoto " A criança em ruínas "
vejo o teu rosto parado numa fotografia e a memória
que guardo de ti é tão diferente da realidade assustadora das
fotografias.
mas não vou mentir.estou cansado de mentir.
e a minha também és tu, o teu rosto parado na minha memória.
a minha vida és tu e todas as mãos que me sugaram e me
quiseram,
todos os lábios que me beijaram,todas as línguas que me
desenharam figuras
na pele,todos os dentes que me morderam,todas as vozes que me
disseram amo-te
e me fizeram acreditar nisso.não quero mentir mais estou cansado
de mentir.
não és quase nada,mas não quero e não vou fingir que nunca
exististe.
José Luis Peixoto " A criança em ruínas "
22.7.05
Foi à um ano
And i hope you thinking of me
Coz you let down on your side
Now th drugs don`t work
They just mek you worse
But i know (i won`t) i`ll see
your face again
......
Coz baby if heaven calls
I`m coming to
just like you say you`ll leave my life
I`m better off dead
Now the drugs don`t work
They just make you worse
I know (I won`t) i`ll see your face again
The Verve
Foi à um ano que acabou...
Que foste encontrado com a morte espetada numa veia...
Eu não estava lá para ir contigo...
Deixei-te ir sozinho..
Tenho nojo e ódio de mim.
Queria que as coisas fossem diferentes.
Gostava que tivesses tentado resistir..mas o vício foi mais forte!
A droga matou-te à um ano...
O que resta agora ?
As lágrimas...a dor...a memória...
O meu amigo foi levado para lá..eu ainda aqui estou...
Ajudem-me
Coz you let down on your side
Now th drugs don`t work
They just mek you worse
But i know (i won`t) i`ll see
your face again
......
Coz baby if heaven calls
I`m coming to
just like you say you`ll leave my life
I`m better off dead
Now the drugs don`t work
They just make you worse
I know (I won`t) i`ll see your face again
The Verve
Foi à um ano que acabou...
Que foste encontrado com a morte espetada numa veia...
Eu não estava lá para ir contigo...
Deixei-te ir sozinho..
Tenho nojo e ódio de mim.
Queria que as coisas fossem diferentes.
Gostava que tivesses tentado resistir..mas o vício foi mais forte!
A droga matou-te à um ano...
O que resta agora ?
As lágrimas...a dor...a memória...
O meu amigo foi levado para lá..eu ainda aqui estou...
Ajudem-me
15.7.05
Devo dizer-te que estes tempos tentei separar as coisas como assim tinham de ser.
Pûs a vida num lado,eu,tu, e tudo o resto que existia (o pouco que existia).
Olhei e lembrei.me de tudo com uma clareza incrível.
Parece que tudo se tinha retransformado...
Mas senti que faltava alguma coisa..era um vazio que faltava preencher.
Juntei tudo e esse buraco continuava a existir.
Não queria acreditar que deixei escapar todo o pano que encobria esse buraco.
Era um buraco muito fundo e morbidamente belo.
Ainda me lembrava dos tempos em que lá vivia, afastada de mim mesma.
Tristemente alegre deitei tudo fora,quis livrar-me de tudo e agora nem eu existo.
Indie
Pûs a vida num lado,eu,tu, e tudo o resto que existia (o pouco que existia).
Olhei e lembrei.me de tudo com uma clareza incrível.
Parece que tudo se tinha retransformado...
Mas senti que faltava alguma coisa..era um vazio que faltava preencher.
Juntei tudo e esse buraco continuava a existir.
Não queria acreditar que deixei escapar todo o pano que encobria esse buraco.
Era um buraco muito fundo e morbidamente belo.
Ainda me lembrava dos tempos em que lá vivia, afastada de mim mesma.
Tristemente alegre deitei tudo fora,quis livrar-me de tudo e agora nem eu existo.
Indie
8.7.05
O meu BI (parte II )
Sinto um vazio dentro do meu ser.
Um pouco de mim que desaparece ao longo do tempo.
Devora-me numa ânsia de me destruir.
Magoa-me este vazio..este pedaço de mim que desaparece..
sinto-me oca e velha.
As rugas estão marcadas para o resto dos tempos
As marcas de uma vida passada estão comigo..não posso mudar aquilo que aconteceu no passado...
Aconteceu quando podia ter sido evitado..não lamento o que vivi e sofri..são partes de uma vida perdida.
É triste lembrar e reviver esse passado que me atormenta e me faz chorar..
Sinto-me triste a cada dia que é descontado na minha vida.
Penso e interrogo-me porque aconteceu
Às vezes digo.."as coisas não acontecem por acaso..deve haver uma razão"..
Até hoje não descobri essa razão..descobri que isso me transformou..me fez ver as coisas de de um modo indiferente e desinteressado de tudo aquilo que me rodeia.
Caí no egocentrismo de viver só disso..alimentar-me de um passado doloroso e injusto.
Já não me consigo libertar..não sei o que significa felicidade ou alegria..acho que nunca senti isso..É esquesito.
Às vezes penso dever ser por eu ser diferente..dizem-me que sou diferente..se calhar com razão.Mas sou diferente em quê ?
Sinto-me igual a tanta gente que tem o mesmo passado que o meu..que sofreu e agora é indiferente a tudo o que se passa..
Um pouco de mim que desaparece ao longo do tempo.
Devora-me numa ânsia de me destruir.
Magoa-me este vazio..este pedaço de mim que desaparece..
sinto-me oca e velha.
As rugas estão marcadas para o resto dos tempos
As marcas de uma vida passada estão comigo..não posso mudar aquilo que aconteceu no passado...
Aconteceu quando podia ter sido evitado..não lamento o que vivi e sofri..são partes de uma vida perdida.
É triste lembrar e reviver esse passado que me atormenta e me faz chorar..
Sinto-me triste a cada dia que é descontado na minha vida.
Penso e interrogo-me porque aconteceu
Às vezes digo.."as coisas não acontecem por acaso..deve haver uma razão"..
Até hoje não descobri essa razão..descobri que isso me transformou..me fez ver as coisas de de um modo indiferente e desinteressado de tudo aquilo que me rodeia.
Caí no egocentrismo de viver só disso..alimentar-me de um passado doloroso e injusto.
Já não me consigo libertar..não sei o que significa felicidade ou alegria..acho que nunca senti isso..É esquesito.
Às vezes penso dever ser por eu ser diferente..dizem-me que sou diferente..se calhar com razão.Mas sou diferente em quê ?
Sinto-me igual a tanta gente que tem o mesmo passado que o meu..que sofreu e agora é indiferente a tudo o que se passa..
Quero ensinar-te o que aprendi,mas quero oferecer-te sem nada te cobrar, porque farás com essa aprendizagem algo diferente do que fiz eu..
E sei que, de alguma forma, encontarás maneira de me dizer o que fizeste diferente e porquê
Richard Bach
Dedicada a todos que me ensinaram muita coisa e que eu talvez não tenha feito o proveito.... mas agora estou cá para mostrar o que eu aprendi e demonstarar isso de uma forma diferente
E sei que, de alguma forma, encontarás maneira de me dizer o que fizeste diferente e porquê
Richard Bach
Dedicada a todos que me ensinaram muita coisa e que eu talvez não tenha feito o proveito.... mas agora estou cá para mostrar o que eu aprendi e demonstarar isso de uma forma diferente
29.6.05
Carta ao meu melhor amigo ( a silverbullet)
É quase 1 hora da manhã...
Quero dormir, mas esta vontade de te escrever não me deixa.
Desta vez não vou transfigurar aquilo que tenho para te dizer.
Para a amizade não há metafísico ou transcendental. Há apenas simplicidade e sinceridade.
Obrigada por existires.
Não importa a distãncia que nos separa..isso é supérfulo e fútil.
Vamos fugir ????
Vamos para aquele lugar especial que só nós conhecemos ??
Somos tão felizes. Não existe mais nda..nem interessa existir porque é um lugar só para nós..
É mágico.
Eu amo-te como amigo e sabes bem que a palavra amo-te quer dizer.É um dos nossos códigos secretos para ninguém desvendar e destruir o nosso lugar especial.
Tanto queria dizer e escrever, mas mais importante é o que sinto e o que faço!!
Até sempre e para sempre.
Quero dormir, mas esta vontade de te escrever não me deixa.
Desta vez não vou transfigurar aquilo que tenho para te dizer.
Para a amizade não há metafísico ou transcendental. Há apenas simplicidade e sinceridade.
Obrigada por existires.
Não importa a distãncia que nos separa..isso é supérfulo e fútil.
Vamos fugir ????
Vamos para aquele lugar especial que só nós conhecemos ??
Somos tão felizes. Não existe mais nda..nem interessa existir porque é um lugar só para nós..
É mágico.
Eu amo-te como amigo e sabes bem que a palavra amo-te quer dizer.É um dos nossos códigos secretos para ninguém desvendar e destruir o nosso lugar especial.
Tanto queria dizer e escrever, mas mais importante é o que sinto e o que faço!!
Até sempre e para sempre.
13.6.05
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Vou daqui prá minha terra
Que eu desta terra não sou
Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar
À espera tenho meu pai
Aos anos que o não vejo
O tempo que vai durar
O meu abraço e o meu beijo
Vim solteiro e vou solteiro
Vou livre de coração
Se alguém me quiser prender
Já não vou dizer que não
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Humanos in "Humanos"
Dedicada a todos que um dia querem partir e nunca mais voltar...
Deixar tudo e não olhar para trás..
Para sempre variações....és um génio....
Adeus que me vou embora
Vou daqui prá minha terra
Que eu desta terra não sou
Tenho minha mãe à espera
Cansada de me esperar
Naquela encosta da serra
Vamos ser dois a chorar
À espera tenho meu pai
Aos anos que o não vejo
O tempo que vai durar
O meu abraço e o meu beijo
Vim solteiro e vou solteiro
Vou livre de coração
Se alguém me quiser prender
Já não vou dizer que não
Adeus que me vou embora
Adeus que me vou embora
Humanos in "Humanos"
Dedicada a todos que um dia querem partir e nunca mais voltar...
Deixar tudo e não olhar para trás..
Para sempre variações....és um génio....
1.6.05
This a little message to all of my friends and all that believe in the music and their meaning for life..big kisse to all of them (your name is here you know that..)
Big kisse for norton good luck in your life
Sometimes meanings get lost among the crowds.between busy and empty srteets,between past and dreams,between the silence played that echoes in a summer night..
There are people who search a meaning in the magic tha music brings to life...
Norton in" Frames (Remixes and Versions) "
Big kisse for norton good luck in your life
Sometimes meanings get lost among the crowds.between busy and empty srteets,between past and dreams,between the silence played that echoes in a summer night..
There are people who search a meaning in the magic tha music brings to life...
Norton in" Frames (Remixes and Versions) "
23.5.05
Indefinitely
Every day in every way i`m falling.
Everything tha everyone says turns me off.
Shine a light on me, so that everyone can see
that i wanna stay here indefinitely.
Time existes but just on your wrist so don´t panic.
Moments last and lifetimes are lost in a day.
So wind your watches down please,
´cos there is no time to lose.
And i´m gonna stay here indefinitely.
And i wanna stay here so just let me be.
Now i can see the light circling round your reflection...
And i´m gonna stay here indefinitely
And i´m gonna stay here just let me be,indefinitely,
Indefinitely,indefinitely,indefinitely,
Indefinitely,indefinitely.
Travis in "The invisible band"
Everything tha everyone says turns me off.
Shine a light on me, so that everyone can see
that i wanna stay here indefinitely.
Time existes but just on your wrist so don´t panic.
Moments last and lifetimes are lost in a day.
So wind your watches down please,
´cos there is no time to lose.
And i´m gonna stay here indefinitely.
And i wanna stay here so just let me be.
Now i can see the light circling round your reflection...
And i´m gonna stay here indefinitely
And i´m gonna stay here just let me be,indefinitely,
Indefinitely,indefinitely,indefinitely,
Indefinitely,indefinitely.
Travis in "The invisible band"
19.5.05
Kyrie
Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste.
Filho de Deus que nunca mais nasceste
Volta outra vez ao mundo !!
Ary dos Santos "20 anos de poesia"
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste.
Filho de Deus que nunca mais nasceste
Volta outra vez ao mundo !!
Ary dos Santos "20 anos de poesia"
13.5.05
Motivo
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste
Sou poeta
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmonoro ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço- não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto.E a canção é tudo.
têm sangue eterno a asa ritmada
E um dia sei que estarei mudo:-Mais nada
Cecília Meireles
(brigada wendy por me arranjares este poema..como prometi cá está..bj grande)
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste
Sou poeta
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmonoro ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço- não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto.E a canção é tudo.
têm sangue eterno a asa ritmada
E um dia sei que estarei mudo:-Mais nada
Cecília Meireles
(brigada wendy por me arranjares este poema..como prometi cá está..bj grande)
22.4.05
preocupam-me as coisas do passado.
Escrevo como se o poema fosse uma realidade, ou dele nascessem as folhas da vida, com o verde esplêndido de uma súbita primavera.
Sobreponho ao mundo a linguagem; tiro palavras de dentro do que penso e do que faço, como se elas pudessem viver aí, peixes verbais no aquário do ser.É verdade que as palavras não nascem da terra, nem trazem consigo o peso da matéria; quando muito, descem ao nível dos sentimentos, bebem o mesmo sangue com que se faz viver as emoções, e servem de alimento a outros que as lêem como se nelas, estivesse toda a verdade do mundo.
Vejo-as cairem-me das mãos como areia; tento apanhar esses restos de tempo, de vida que se perdeu numa esquina de quem fomos; e eu vou atrás deles, entrando nesse charco de fundos movediços a que se dá o nome de memória.
Será isso a poesia??? É então que surges: o teu corpo, que se confunde com o das palvras que te descrevem, hesita numa das entradas do verso.Puxo-te para o átrio da estrofe; digo o teu nome com a voz baixa do medo; e apenas ouço o vento que empurra portas e janelas, sílabas e frases, por entre as imagens inúteis que me separam de ti.
Nuno Júdice in "Lira do líquen"
Escrevo como se o poema fosse uma realidade, ou dele nascessem as folhas da vida, com o verde esplêndido de uma súbita primavera.
Sobreponho ao mundo a linguagem; tiro palavras de dentro do que penso e do que faço, como se elas pudessem viver aí, peixes verbais no aquário do ser.É verdade que as palavras não nascem da terra, nem trazem consigo o peso da matéria; quando muito, descem ao nível dos sentimentos, bebem o mesmo sangue com que se faz viver as emoções, e servem de alimento a outros que as lêem como se nelas, estivesse toda a verdade do mundo.
Vejo-as cairem-me das mãos como areia; tento apanhar esses restos de tempo, de vida que se perdeu numa esquina de quem fomos; e eu vou atrás deles, entrando nesse charco de fundos movediços a que se dá o nome de memória.
Será isso a poesia??? É então que surges: o teu corpo, que se confunde com o das palvras que te descrevem, hesita numa das entradas do verso.Puxo-te para o átrio da estrofe; digo o teu nome com a voz baixa do medo; e apenas ouço o vento que empurra portas e janelas, sílabas e frases, por entre as imagens inúteis que me separam de ti.
Nuno Júdice in "Lira do líquen"
20.4.05
A última gota
Escondo no silêncio de um olhar
todos os meus sentimentos
Quero voltar ao ponto de partida
Quero voltar aonde tu estavas
Procurar um pouco de ti
Um pouco de mim
Um pouco do teu rasto
Para te trazer comigo
Para te levar comigo
Sorvo a gota que paira no ar
Bebo o cálice da aventurança
Sorvo o ar que respiras
E bebo a água que me dás
(este poema surgiu quando abri os posts...
ocorreu-me enquanto pensava em ti mais uma vez..
são poucas não é??? mas sou assim..)
todos os meus sentimentos
Quero voltar ao ponto de partida
Quero voltar aonde tu estavas
Procurar um pouco de ti
Um pouco de mim
Um pouco do teu rasto
Para te trazer comigo
Para te levar comigo
Sorvo a gota que paira no ar
Bebo o cálice da aventurança
Sorvo o ar que respiras
E bebo a água que me dás
(este poema surgiu quando abri os posts...
ocorreu-me enquanto pensava em ti mais uma vez..
são poucas não é??? mas sou assim..)
11.4.05
Nocturno
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento.
Como um canto longínquo-triste e lento
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre a meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecomento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre do ideal, que me consome,
Tu só, génio da noite, e mais ninguém!
Antero de quental
Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento.
Como um canto longínquo-triste e lento
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre a meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecomento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre do ideal, que me consome,
Tu só, génio da noite, e mais ninguém!
Antero de quental
7.4.05
Easier to run ( o meu bi parte I)
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here alone
something as been taken
from deep inside of me
a secret i´ve kept locked away
no one can ever see
wounds so deep they never show
they never go away
like moving pictures in my head
for years they´ve played
if i could change i would
take back the pain i would
retrace wrong move that i made i would
if i could
stand up and take the blame i would
if i could take all the same to the grave i would
sometimes i remeber
the darkness of my past
bringing back this memories
i wish i didn´t have
sometimes i think of letting go
and never looking back
and never moving forward so
there would never be a past
just washing it aside
all of the helplessness inside
pretending i don´t feel misplaced
is so much simpler than change
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here all alone
linkin park in "meteora"
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here alone
something as been taken
from deep inside of me
a secret i´ve kept locked away
no one can ever see
wounds so deep they never show
they never go away
like moving pictures in my head
for years they´ve played
if i could change i would
take back the pain i would
retrace wrong move that i made i would
if i could
stand up and take the blame i would
if i could take all the same to the grave i would
sometimes i remeber
the darkness of my past
bringing back this memories
i wish i didn´t have
sometimes i think of letting go
and never looking back
and never moving forward so
there would never be a past
just washing it aside
all of the helplessness inside
pretending i don´t feel misplaced
is so much simpler than change
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here all alone
linkin park in "meteora"
4.4.05
Infância
Uma história contada.
Um tempo longínquo que recordo vagamente..
Tempos de inocência , de ser um ser querido,amado e acarinhado.
Era acordar para a vida , para brincar..sem qualquer receio.
Esses tempos são agora histórias contadas.
Agora é só tristeza e desilusão
O meu ser e a minha menta estão pairados de escuridão...violência..ódio..
Há uma vontade enorme de acabar com tudo.
De não existir uma infância como história contada..acabar todo o presente odiado...
Um tempo longínquo que recordo vagamente..
Tempos de inocência , de ser um ser querido,amado e acarinhado.
Era acordar para a vida , para brincar..sem qualquer receio.
Esses tempos são agora histórias contadas.
Agora é só tristeza e desilusão
O meu ser e a minha menta estão pairados de escuridão...violência..ódio..
Há uma vontade enorme de acabar com tudo.
De não existir uma infância como história contada..acabar todo o presente odiado...
1.4.05
Mãos feridas na porta de um silêncio
Vida que às costas me levas
porque não dás um corpo às tuas trevas?
Porque não dás um som aquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?
Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?
Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?
Natália Correia
porque não dás um corpo às tuas trevas?
Porque não dás um som aquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?
Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?
Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?
Natália Correia
31.3.05
My angel
My angel
don´t let me go
stay with me
My angel
i´m alone
i´m sad
My angel
my life is broken
my pride is dead
My angel
i want to die
i do not want to live anymore
My angel save me from this thoughts
save me from myself
voz do silencio
don´t let me go
stay with me
My angel
i´m alone
i´m sad
My angel
my life is broken
my pride is dead
My angel
i want to die
i do not want to live anymore
My angel save me from this thoughts
save me from myself
voz do silencio
Dedicado a mim mesma
Falas de vida..como se existisse vida em ti!
Flas de amor..como se soubesses o que isso é!
Falas dos teus sonhos como se ainda sonhasses!
Não aceitas a realidade..
Não consegues perceber que tudo mudou..
Não consegues olhar a tua volta e ver o que aconteceu..
voz do silencio
Flas de amor..como se soubesses o que isso é!
Falas dos teus sonhos como se ainda sonhasses!
Não aceitas a realidade..
Não consegues perceber que tudo mudou..
Não consegues olhar a tua volta e ver o que aconteceu..
voz do silencio
24.3.05
Ngrume da Noite
O negrume da noite
Levado em lágrimas
desperta silêncios
Aproxima o distante
Abre o caminho que as razões
Não conseguem desvendar
Chão de um rio que passou
Expressão de um olhar que foi
Traços de um tempo que se desfez
Permanecendo
Ruminantes astutos
Não olham o quê
Nem onde
Até mesmo o coração
Os tempos estão enfermos
As sentenças
Tardarão
Paulo Azevim
Levado em lágrimas
desperta silêncios
Aproxima o distante
Abre o caminho que as razões
Não conseguem desvendar
Chão de um rio que passou
Expressão de um olhar que foi
Traços de um tempo que se desfez
Permanecendo
Ruminantes astutos
Não olham o quê
Nem onde
Até mesmo o coração
Os tempos estão enfermos
As sentenças
Tardarão
Paulo Azevim
17.3.05
Lembras-te do que aconteceu quando acabou a tirania??Conta-me.Lembras-te de quem eras, ou já mal te reconheces???Diz-me.Não te queres lembrar???Custa-te, faz-te sofrer??O que é que aconteceu?? A desilusão a acompanhar, como uma sombra, o mais que vulnerável amor pela liberdade??É isso?? Porque assim???Diz-me, se fazes favor, o que é que aconteceu?? Conta-me uma história.Não precisa ser a tua.
Muito meu amor
Muito meu amor
15.3.05
Pego vezes sem conta em fotos..papés..algo que me faça lembrar os tempos em que era criança crescida.
Revejo tudo isso com nostalgia.Sinto de novo esses momentos e por um instante sinto-me feliz.
Mas logo uma lágrima e outra caem pela face desgastada.
Olho, sinto a magia que todas essas coisas me transmitem...
Sinto uma saudade dolorosa
Gostava tanto de voltar para trás..
saudade imensa do teatro e das recordações
acabou como tudo acaba
Revejo tudo isso com nostalgia.Sinto de novo esses momentos e por um instante sinto-me feliz.
Mas logo uma lágrima e outra caem pela face desgastada.
Olho, sinto a magia que todas essas coisas me transmitem...
Sinto uma saudade dolorosa
Gostava tanto de voltar para trás..
saudade imensa do teatro e das recordações
acabou como tudo acaba
Mundo de solidão
Vivo no vácuo da solidão,
na imensa tristeza de viver fechado
no meu sonho, na minha imaginação,
noi querer ser alguem,
no meio do nada,
no meio de ninguém.
Vivo tal criança sem brinquedo,
tal escritor sem caneta,
tal fantasma sem o medo.
Vivo na tristeza disforme,
tal como vagueia o cometa,
num mundo uniforme.
Vivo numa vida morta,
sem sentido,nem posição,
sob uma faca que corta
a ténue vontade de viver
o sentido do meu coração
e tudo o que possa ter.
Vivo no vácuo da solidão,
tal criança sem brinquedo,
sem sentido, sem paixão.
Tiago folhadela
na imensa tristeza de viver fechado
no meu sonho, na minha imaginação,
noi querer ser alguem,
no meio do nada,
no meio de ninguém.
Vivo tal criança sem brinquedo,
tal escritor sem caneta,
tal fantasma sem o medo.
Vivo na tristeza disforme,
tal como vagueia o cometa,
num mundo uniforme.
Vivo numa vida morta,
sem sentido,nem posição,
sob uma faca que corta
a ténue vontade de viver
o sentido do meu coração
e tudo o que possa ter.
Vivo no vácuo da solidão,
tal criança sem brinquedo,
sem sentido, sem paixão.
Tiago folhadela
8.3.05
Despondency
Deixá-la ir, a ave a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas o levaram...
Deixá-la ir a vela, que arrofaram
Os tufões pelo mar, an escuridade,
Quando a noite surgiu na imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte sielnciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extrema...e a última esperança...
E a vida...e o amor...deixá-la ir, a vida!
Antero de quental
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas o levaram...
Deixá-la ir a vela, que arrofaram
Os tufões pelo mar, an escuridade,
Quando a noite surgiu na imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte sielnciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extrema...e a última esperança...
E a vida...e o amor...deixá-la ir, a vida!
Antero de quental
3.3.05
Para ti
Para ti
Que és sol...que não brilha
Que és vento... que não sopra
Que és chuva...que não cai
Para ti
Que és primavera...sem flores
Que és verão...sem calor
Que és outono...sem folhas caídas
Que és inverno...sem frio
Para ti
Que não és aquilo
Que aparentas ser!
voz do silencio
Que és sol...que não brilha
Que és vento... que não sopra
Que és chuva...que não cai
Para ti
Que és primavera...sem flores
Que és verão...sem calor
Que és outono...sem folhas caídas
Que és inverno...sem frio
Para ti
Que não és aquilo
Que aparentas ser!
voz do silencio
2.3.05
you never came
Find myself alone,
waiting for you,
But this time you won`t come,
and i know,
you always go away
when i wanna stay,
you always wanna go,
and i pray for today,
i find myself alone,
grabbing the phone,
i`m waiting for your call,
but i know,
that you will never come,
cause that is the way,
to hold me deep inside,
and i stay for today,
and i`ll pray,
that you will stay,
i`sitting on the floor,
so i can watch you more,
standing on the beach i feel the peace,
i`ll never let you go,i`ll stay with you forever,
still away from me,
i will see you come,
it flies away from me and i`ll never let you go.
gomo in "best of gomo"
waiting for you,
But this time you won`t come,
and i know,
you always go away
when i wanna stay,
you always wanna go,
and i pray for today,
i find myself alone,
grabbing the phone,
i`m waiting for your call,
but i know,
that you will never come,
cause that is the way,
to hold me deep inside,
and i stay for today,
and i`ll pray,
that you will stay,
i`sitting on the floor,
so i can watch you more,
standing on the beach i feel the peace,
i`ll never let you go,i`ll stay with you forever,
still away from me,
i will see you come,
it flies away from me and i`ll never let you go.
gomo in "best of gomo"
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