Poema do livro "Gaveta de papéis" de José Luís Peixoto
P.S: A cada dia que passa dás-me mais vontade de desaparecer
Tal como o fogo sem combustivel encontra a paz no seu lugar de repouso , assim também quando os pensamentos se tornam silêncio,a alma encontra a paz na sua própria origem
Poema do livro "Gaveta de papéis" de José Luís Peixoto
P.S: A cada dia que passa dás-me mais vontade de desaparecer

da promoção do Correio da Manhã, foi uma tarde intensa e diferente....agora a curiosidade fica-se por Tropa de Elite (aceitam-se ofertas do DVD lol) e Julgamento também em promoção através do Correio da Manhã, mas só para Outubro. até lá vou pesquisando mais sobre as favelas
Com o cinema português sempre....pena não ver os filmes que tanto queria
alguém sabe de alguma sala que passe cinema português?

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Porque hoje estou num dia não...não quero pensar...ouvi apenas esta música e fiquei melhor


Não!
Não me censuro.
Fecho os olhos e encosto a minha cara no espelho.
Sei que está lá e não pode desaparecer.
Não!
A insónia não me quer devolver à cama, ao sono profundo, ao descanso.
Sou eu…
Não quero acordar…
Deixa-me estar assim à vontade do acaso.
Pega nas minhas mãos.
Que te parecem?
Gastas, belas, inúteis, umas simples mãos?
As minhas mãos já suportaram muito frio, já pegaram
Em muito peso, já trabalharam muito…
Agora estão aqui inúteis no desalento da noite
Não são puras, não são belas, são as minhas mãos
E ninguém mas pode tirar
É o que resta da vida que vivi até hoje


David Mourão Ferreira neste poema fez homenagem aos presos politicos do anterior Regime Português, que eram deportados para o campo do Tarrafal nas Ilhas de CaboVerde, Alaín Oulman, fez esta música tão envolvente que até uma pessoa se arrepia ao uvir a Grande Amália, em uma das suas mais belas criações.



Vale mesmo a pena pensar nisto
Basta de indiferença



Nuno Júdice " Obra Poética"


