preocupam-me as coisas do passado.
Escrevo como se o poema fosse uma realidade, ou dele nascessem as folhas da vida, com o verde esplêndido de uma súbita primavera.
Sobreponho ao mundo a linguagem; tiro palavras de dentro do que penso e do que faço, como se elas pudessem viver aí, peixes verbais no aquário do ser.É verdade que as palavras não nascem da terra, nem trazem consigo o peso da matéria; quando muito, descem ao nível dos sentimentos, bebem o mesmo sangue com que se faz viver as emoções, e servem de alimento a outros que as lêem como se nelas, estivesse toda a verdade do mundo.
Vejo-as cairem-me das mãos como areia; tento apanhar esses restos de tempo, de vida que se perdeu numa esquina de quem fomos; e eu vou atrás deles, entrando nesse charco de fundos movediços a que se dá o nome de memória.
Será isso a poesia??? É então que surges: o teu corpo, que se confunde com o das palvras que te descrevem, hesita numa das entradas do verso.Puxo-te para o átrio da estrofe; digo o teu nome com a voz baixa do medo; e apenas ouço o vento que empurra portas e janelas, sílabas e frases, por entre as imagens inúteis que me separam de ti.
Nuno Júdice in "Lira do líquen"
22.4.05
20.4.05
A última gota
Escondo no silêncio de um olhar
todos os meus sentimentos
Quero voltar ao ponto de partida
Quero voltar aonde tu estavas
Procurar um pouco de ti
Um pouco de mim
Um pouco do teu rasto
Para te trazer comigo
Para te levar comigo
Sorvo a gota que paira no ar
Bebo o cálice da aventurança
Sorvo o ar que respiras
E bebo a água que me dás
(este poema surgiu quando abri os posts...
ocorreu-me enquanto pensava em ti mais uma vez..
são poucas não é??? mas sou assim..)
todos os meus sentimentos
Quero voltar ao ponto de partida
Quero voltar aonde tu estavas
Procurar um pouco de ti
Um pouco de mim
Um pouco do teu rasto
Para te trazer comigo
Para te levar comigo
Sorvo a gota que paira no ar
Bebo o cálice da aventurança
Sorvo o ar que respiras
E bebo a água que me dás
(este poema surgiu quando abri os posts...
ocorreu-me enquanto pensava em ti mais uma vez..
são poucas não é??? mas sou assim..)
11.4.05
Nocturno
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento.
Como um canto longínquo-triste e lento
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre a meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecomento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre do ideal, que me consome,
Tu só, génio da noite, e mais ninguém!
Antero de quental
Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento.
Como um canto longínquo-triste e lento
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre a meu coração, que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecomento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,
A febre do ideal, que me consome,
Tu só, génio da noite, e mais ninguém!
Antero de quental
7.4.05
Easier to run ( o meu bi parte I)
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here alone
something as been taken
from deep inside of me
a secret i´ve kept locked away
no one can ever see
wounds so deep they never show
they never go away
like moving pictures in my head
for years they´ve played
if i could change i would
take back the pain i would
retrace wrong move that i made i would
if i could
stand up and take the blame i would
if i could take all the same to the grave i would
sometimes i remeber
the darkness of my past
bringing back this memories
i wish i didn´t have
sometimes i think of letting go
and never looking back
and never moving forward so
there would never be a past
just washing it aside
all of the helplessness inside
pretending i don´t feel misplaced
is so much simpler than change
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here all alone
linkin park in "meteora"
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here alone
something as been taken
from deep inside of me
a secret i´ve kept locked away
no one can ever see
wounds so deep they never show
they never go away
like moving pictures in my head
for years they´ve played
if i could change i would
take back the pain i would
retrace wrong move that i made i would
if i could
stand up and take the blame i would
if i could take all the same to the grave i would
sometimes i remeber
the darkness of my past
bringing back this memories
i wish i didn´t have
sometimes i think of letting go
and never looking back
and never moving forward so
there would never be a past
just washing it aside
all of the helplessness inside
pretending i don´t feel misplaced
is so much simpler than change
it´s easier to run
replacing this pain with something numb
it´s so much easier to go
than face all this pain here all alone
linkin park in "meteora"
4.4.05
Infância
Uma história contada.
Um tempo longínquo que recordo vagamente..
Tempos de inocência , de ser um ser querido,amado e acarinhado.
Era acordar para a vida , para brincar..sem qualquer receio.
Esses tempos são agora histórias contadas.
Agora é só tristeza e desilusão
O meu ser e a minha menta estão pairados de escuridão...violência..ódio..
Há uma vontade enorme de acabar com tudo.
De não existir uma infância como história contada..acabar todo o presente odiado...
Um tempo longínquo que recordo vagamente..
Tempos de inocência , de ser um ser querido,amado e acarinhado.
Era acordar para a vida , para brincar..sem qualquer receio.
Esses tempos são agora histórias contadas.
Agora é só tristeza e desilusão
O meu ser e a minha menta estão pairados de escuridão...violência..ódio..
Há uma vontade enorme de acabar com tudo.
De não existir uma infância como história contada..acabar todo o presente odiado...
1.4.05
Mãos feridas na porta de um silêncio
Vida que às costas me levas
porque não dás um corpo às tuas trevas?
Porque não dás um som aquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?
Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?
Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?
Natália Correia
porque não dás um corpo às tuas trevas?
Porque não dás um som aquela voz
que quer rasgar o teu silêncio em nós?
Porque não dás à pálpebra que pede
aquele olhar que em ti se perde?
Porque não dás vestidos à nudez
que só tu vês?
Natália Correia
31.3.05
My angel
My angel
don´t let me go
stay with me
My angel
i´m alone
i´m sad
My angel
my life is broken
my pride is dead
My angel
i want to die
i do not want to live anymore
My angel save me from this thoughts
save me from myself
voz do silencio
don´t let me go
stay with me
My angel
i´m alone
i´m sad
My angel
my life is broken
my pride is dead
My angel
i want to die
i do not want to live anymore
My angel save me from this thoughts
save me from myself
voz do silencio
Dedicado a mim mesma
Falas de vida..como se existisse vida em ti!
Flas de amor..como se soubesses o que isso é!
Falas dos teus sonhos como se ainda sonhasses!
Não aceitas a realidade..
Não consegues perceber que tudo mudou..
Não consegues olhar a tua volta e ver o que aconteceu..
voz do silencio
Flas de amor..como se soubesses o que isso é!
Falas dos teus sonhos como se ainda sonhasses!
Não aceitas a realidade..
Não consegues perceber que tudo mudou..
Não consegues olhar a tua volta e ver o que aconteceu..
voz do silencio
24.3.05
Ngrume da Noite
O negrume da noite
Levado em lágrimas
desperta silêncios
Aproxima o distante
Abre o caminho que as razões
Não conseguem desvendar
Chão de um rio que passou
Expressão de um olhar que foi
Traços de um tempo que se desfez
Permanecendo
Ruminantes astutos
Não olham o quê
Nem onde
Até mesmo o coração
Os tempos estão enfermos
As sentenças
Tardarão
Paulo Azevim
Levado em lágrimas
desperta silêncios
Aproxima o distante
Abre o caminho que as razões
Não conseguem desvendar
Chão de um rio que passou
Expressão de um olhar que foi
Traços de um tempo que se desfez
Permanecendo
Ruminantes astutos
Não olham o quê
Nem onde
Até mesmo o coração
Os tempos estão enfermos
As sentenças
Tardarão
Paulo Azevim
17.3.05
Lembras-te do que aconteceu quando acabou a tirania??Conta-me.Lembras-te de quem eras, ou já mal te reconheces???Diz-me.Não te queres lembrar???Custa-te, faz-te sofrer??O que é que aconteceu?? A desilusão a acompanhar, como uma sombra, o mais que vulnerável amor pela liberdade??É isso?? Porque assim???Diz-me, se fazes favor, o que é que aconteceu?? Conta-me uma história.Não precisa ser a tua.
Muito meu amor
Muito meu amor
15.3.05
Pego vezes sem conta em fotos..papés..algo que me faça lembrar os tempos em que era criança crescida.
Revejo tudo isso com nostalgia.Sinto de novo esses momentos e por um instante sinto-me feliz.
Mas logo uma lágrima e outra caem pela face desgastada.
Olho, sinto a magia que todas essas coisas me transmitem...
Sinto uma saudade dolorosa
Gostava tanto de voltar para trás..
saudade imensa do teatro e das recordações
acabou como tudo acaba
Revejo tudo isso com nostalgia.Sinto de novo esses momentos e por um instante sinto-me feliz.
Mas logo uma lágrima e outra caem pela face desgastada.
Olho, sinto a magia que todas essas coisas me transmitem...
Sinto uma saudade dolorosa
Gostava tanto de voltar para trás..
saudade imensa do teatro e das recordações
acabou como tudo acaba
Mundo de solidão
Vivo no vácuo da solidão,
na imensa tristeza de viver fechado
no meu sonho, na minha imaginação,
noi querer ser alguem,
no meio do nada,
no meio de ninguém.
Vivo tal criança sem brinquedo,
tal escritor sem caneta,
tal fantasma sem o medo.
Vivo na tristeza disforme,
tal como vagueia o cometa,
num mundo uniforme.
Vivo numa vida morta,
sem sentido,nem posição,
sob uma faca que corta
a ténue vontade de viver
o sentido do meu coração
e tudo o que possa ter.
Vivo no vácuo da solidão,
tal criança sem brinquedo,
sem sentido, sem paixão.
Tiago folhadela
na imensa tristeza de viver fechado
no meu sonho, na minha imaginação,
noi querer ser alguem,
no meio do nada,
no meio de ninguém.
Vivo tal criança sem brinquedo,
tal escritor sem caneta,
tal fantasma sem o medo.
Vivo na tristeza disforme,
tal como vagueia o cometa,
num mundo uniforme.
Vivo numa vida morta,
sem sentido,nem posição,
sob uma faca que corta
a ténue vontade de viver
o sentido do meu coração
e tudo o que possa ter.
Vivo no vácuo da solidão,
tal criança sem brinquedo,
sem sentido, sem paixão.
Tiago folhadela
8.3.05
Despondency
Deixá-la ir, a ave a quem roubaram
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas o levaram...
Deixá-la ir a vela, que arrofaram
Os tufões pelo mar, an escuridade,
Quando a noite surgiu na imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte sielnciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extrema...e a última esperança...
E a vida...e o amor...deixá-la ir, a vida!
Antero de quental
Ninho e filhos e tudo, sem piedade...
Que a leve o ar sem fim da soledade
Onde as asas partidas o levaram...
Deixá-la ir a vela, que arrofaram
Os tufões pelo mar, an escuridade,
Quando a noite surgiu na imensidade,
Quando os ventos do Sul se levantaram...
Deixá-la ir, a alma lastimosa,
Que perdeu fé e paz e confiança,
À morte queda, à morte sielnciosa...
Deixá-la ir, a nota desprendida
Dum canto extrema...e a última esperança...
E a vida...e o amor...deixá-la ir, a vida!
Antero de quental
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