Querida Marta,
Tenho dado tudo por tudo para me aguentar, mas é tão difícil! O doutor Gonçalves( o meu novo psicólogo) diz que vou conseguir, mas não sei se é apenas para me encorajar.Deve ser uma táctica dos psicólogos para fazer de conta que toda a gente é capaz de tudo.
Seja como for,preciso de acreditar nele, já que em mim não acredito.Insiste em que tenho de desabafar,partilhar. O quê? com quem ?
Esta tarde,quando estava a baloiçar-me na minha lua,olhei para o pulso esquerdo e tive vontade de arrancar a pele para a tatuagem sair.Agora é tarde demais.O meu relógio continua parado nas zero horas de um dia que ainda não chegou.Quem poderá dar-lhe corda ?
Estou contente por não ter vendido a tua colecção de caléidoscópios, mas a verdade é que também não sei se seria fácil arranjar comprador, não sei se estes tubinhos mágicos têm aquilo a que se chama valor comercial.
Contigo sou sempre sincera, mas só contigo.
A minha mãe tem feito um esforço para falar comigo, mas não tem jeito, não é por mal.Falta de hábito...quando não sabe que assunto puxar, pôem-se a falar das clientes da loja, as Xaxões, as Pituchas, as Ninis, as Dadinhas, as Coitadinhas... O meu pai anda triste, mas não diz nada.No outro dia, quando olhou para mim percebi que se comoveu(talvez por eu estar muito magra) mas segue à risca o velho ditado " um homem não chora" e disfarça, põe um sorriso de plástico e faz de conta que está a correr tudo bem. Tenho pena do meu pai, tenho mesmo muita pena.Deve ser frustrante ter uma filha como eu, pior ainda do que ser pai do Pré-histórico, embora me custe um bocado a admiti-lo.
O meu quarto está atafulhado de coisas inúteis e não gosto da nova janela que colocaram para substituir a que eu parti o mês passado, num dia em que quis " voar" daqui para fora( mais um dia para esquecer...).
Que será feito do diogo?Também não sei nada do Luís, da Sara, das gémeas...Só o João pedro é que telefona de vez em quando,sempre animador" Daqui a uns dias já estás na maior,miúda, vais ver. É só uma questão de tempo". Tempo, o eterno enigma que eu gostav de desvendar...Disse-me também que quer vir ver-me, mas prefiro que ele não me veja assim.
Não saberia como explicar-lhe, e ele haveria de achar-me a pessoa mais estúpida, mais incoerente e mais absurda do planeta. Basta ouvi-lo ao telefone para perceber que não me perdoa. Não posso criticá-lo por isso.
Eu também não me perdoo. Em contrapartida,já consegui perdoar-te Marta.Finalmente!Ainda não compreendi as tuas razões(e talvez nunca venha a compreênde-las),mas devem ter sido fortes.Apesar de continuar a pensar que a tua família é melhor do que a minha,talvez tu tivesses descoberto algo de muito errado,alguma coisa que não conseguiste partilhar(a palavra que o meu psicólogo mais usa) com ninguém, nem comigo.Deve ter sido alguma verdade demasiado demasiado terível.Quanto a mim,já sei o que descobri.Descobri que a lógica só existe em matemática e que tudo é tão absurdo que só estamos em paz a dormir(quando não se tem sonhos como eu tenho) e descobri ainda que o meu melhor amigo é um cão( sempre é melhor do que não ter amigos, não é?).
Ás vezes lembro-me de como eu tinha a mania de ser perfeita e isso dá-me vontade de rir.As ideias ridículas que me vinhas à cabeça! Tanta coisa que eu não sabia à um ano atrás!Que ignorante que eu era!
Quando fizemos,lá na escola,aquela peça de teatro inspirada em ti,Os Amigos da Onça,o ano passdo,nunca imaginei que fosse tão fácil uma pessoa passar-se para lá,para o lado onde tu passate,o lado que eu sabia que estava ERRADO! quis tanto compreender tudo aquilo que te tinha acontecido,aquilo por que tinhas passado quando te afastaste de toda a genta que acabei por seguir um caminho muito parecido,talvez mesmo igual.Fui muito injusta por te ter condenado,criticado e até odiado,Marta.Acho que aprendi.Espero que não seja tarde.
Um beijo da
Joana
Maria Teresa Maia gonzalez " A Lua De Joana" ( o livro que conta em parte a minha história)
28.1.06
faz um ano que comecei nesta onda dos blogs.....
um muito obrigada a todos os que por cá passam e me tem dado muita força para seguir em frente neste caminho duro......
sinceramente nao pensei que ia aguentar muito tempo..mas acabou por se tornar o meu diário público..onde muito de mim cá está......onde as vezes uma lágrima cai quando escrevo..um sorriso esboço quando estou contente.....(apesar de ser uma pessoa triste)...
peço desculpa se alguam vez magoei alguém mas não foi por mal....é dificil aguentar...
mas continuarei a escrever porque descobri que isto alivia a minha dor e me ajuda melhor a passar a solidão
MAKE LOVE...FUCK THE WAR
um muito obrigada a todos os que por cá passam e me tem dado muita força para seguir em frente neste caminho duro......
sinceramente nao pensei que ia aguentar muito tempo..mas acabou por se tornar o meu diário público..onde muito de mim cá está......onde as vezes uma lágrima cai quando escrevo..um sorriso esboço quando estou contente.....(apesar de ser uma pessoa triste)...
peço desculpa se alguam vez magoei alguém mas não foi por mal....é dificil aguentar...
mas continuarei a escrever porque descobri que isto alivia a minha dor e me ajuda melhor a passar a solidão
MAKE LOVE...FUCK THE WAR
8.1.06
W.B yeals em rapalho
A janela fechada não exala barulho.Uma luz estranha
atravessa o ar.Ouço-me, de súbito, contra o fundo de
ruídos diversos.Os objectos saem do quotidiano torpor,
e uma voz surge enquanto a luz, matinal,parece lembrar
que nada é como antes foi.
E se resolvo sair da cadeira, onde estou
e escrevo, para me aproximar da fugaz precipitação
luminosa, já esse gesto me afasta em
direcção ao movimento da vida.Encontro o que é presente,
e me implica até por fim voltar as costas
ao raciocínio e à própria poesia. O que antes foi,
e se perde na descida para o instante agora vivido
é, porém, o que me atrai e dispersa.
Por quanto tempo ficarei ainda no turvo charco
da memória ?
( Mas o seu objectivo era descobrir
estados de espírito imortais nos desejos mortais,
uma esperança imperecível nas nossas ambições
fúteis...)
Nuno júdice( O meu poeta favorito) " Obra poética"
atravessa o ar.Ouço-me, de súbito, contra o fundo de
ruídos diversos.Os objectos saem do quotidiano torpor,
e uma voz surge enquanto a luz, matinal,parece lembrar
que nada é como antes foi.
E se resolvo sair da cadeira, onde estou
e escrevo, para me aproximar da fugaz precipitação
luminosa, já esse gesto me afasta em
direcção ao movimento da vida.Encontro o que é presente,
e me implica até por fim voltar as costas
ao raciocínio e à própria poesia. O que antes foi,
e se perde na descida para o instante agora vivido
é, porém, o que me atrai e dispersa.
Por quanto tempo ficarei ainda no turvo charco
da memória ?
( Mas o seu objectivo era descobrir
estados de espírito imortais nos desejos mortais,
uma esperança imperecível nas nossas ambições
fúteis...)
Nuno júdice( O meu poeta favorito) " Obra poética"
31.12.05
Uma sombra outra sombra a noite desce
uma sombra a noite desce
sobre telhados que não vejo
entra nas casas onde a esperam sem saber
da solidão gamosa que as trespassa e me trespassa
a mim que não a espero e não desejo
e a sinto sem a ver descer entre altos ramos
ouvindo um fio de musgo e susto que em seguida
me faz olhar o céu
céu de incerteza beleza mutilada
na mesma claridade que floresce um só instante mais
enquanto morre
céu de sereno sono com clarões baços e abandono e medo
e a vagarosa trémula, neblina que escorre e se desprende
o só calor real e só possível do que é imenso e impossível
no ansioso terror de nunca mais
Iluminam-se as ruas
enquanto sobre nós e em nós a noite desce cresce
e nos envolve e nos liberta e prende
Mas aqui onde estamos
já não estamos
que sem cartão de identidade e de mãos nuas
desafiando a noite e a confusão tentacular dos ramos
onde julgam que estamos
sem princípio e sem fim anónimos voamos
Mário Dionísio "Memória dum pintor desconhecido"
sobre telhados que não vejo
entra nas casas onde a esperam sem saber
da solidão gamosa que as trespassa e me trespassa
a mim que não a espero e não desejo
e a sinto sem a ver descer entre altos ramos
ouvindo um fio de musgo e susto que em seguida
me faz olhar o céu
céu de incerteza beleza mutilada
na mesma claridade que floresce um só instante mais
enquanto morre
céu de sereno sono com clarões baços e abandono e medo
e a vagarosa trémula, neblina que escorre e se desprende
o só calor real e só possível do que é imenso e impossível
no ansioso terror de nunca mais
Iluminam-se as ruas
enquanto sobre nós e em nós a noite desce cresce
e nos envolve e nos liberta e prende
Mas aqui onde estamos
já não estamos
que sem cartão de identidade e de mãos nuas
desafiando a noite e a confusão tentacular dos ramos
onde julgam que estamos
sem princípio e sem fim anónimos voamos
Mário Dionísio "Memória dum pintor desconhecido"
28.12.05
Não podia deixar passar isto em branco....
o meu amigo tostas fez este comentário que recebi no e-mail a prepósito do meu último post abaixo..
Tostas has sent you a link to a weblog:
a simplicidade de um poema bem escrito, ultrapassa toda a complexidade forçada daqueles que querem tornar incompreensivel aquilo que se passa À nossa volta e no interior de cada um. Fantastico texto para reflectir sobre o nosso quotidiano...
Blog: voz do silencio
Post: É assim...
Link: http://vozdosilencio.blogspot.com/2005/12/assim.html
obrigada amigo..nunka te esquecerei..apesar de convivermos a pouko tempo sei k poxo kontar ctg e tu tb podes contar comigo..bj grande
Tostas has sent you a link to a weblog:
a simplicidade de um poema bem escrito, ultrapassa toda a complexidade forçada daqueles que querem tornar incompreensivel aquilo que se passa À nossa volta e no interior de cada um. Fantastico texto para reflectir sobre o nosso quotidiano...
Blog: voz do silencio
Post: É assim...
Link: http://vozdosilencio.blogspot.com/2005/12/assim.html
obrigada amigo..nunka te esquecerei..apesar de convivermos a pouko tempo sei k poxo kontar ctg e tu tb podes contar comigo..bj grande
22.12.05
É assim...
Todos os dias...
Conto os dias que passaram,
Sem te ver,
Sem te sentir...
Todos os dias...
faço um esforço para te esquecer
e esquecer tudo.
Todos os dias...
desejo-te,
imagino-te,
amo-te!
Todos os dias..
São dias e nunca mais acabam!
indie
Conto os dias que passaram,
Sem te ver,
Sem te sentir...
Todos os dias...
faço um esforço para te esquecer
e esquecer tudo.
Todos os dias...
desejo-te,
imagino-te,
amo-te!
Todos os dias..
São dias e nunca mais acabam!
indie
10.12.05
Não me fales do eterno...
Eu sou mortal e estou só de passagem.
O meu tempo de permanência aqui é muito longo e tenho de partir.
Fala-me de ti , da vida ,de nós. Aproveita enquanto cá estou.
Conta-me uma história de amor , um poema, uma tragédia, um romance.
Sabes às vezes penso que por ser mortal sinto que nada me pertence.Tão agarrada e tudo e quando for o dia da minha partida tenho de deixar tudo. Nâo quero carregar o peso da inutilidade.
Indie
Eu sou mortal e estou só de passagem.
O meu tempo de permanência aqui é muito longo e tenho de partir.
Fala-me de ti , da vida ,de nós. Aproveita enquanto cá estou.
Conta-me uma história de amor , um poema, uma tragédia, um romance.
Sabes às vezes penso que por ser mortal sinto que nada me pertence.Tão agarrada e tudo e quando for o dia da minha partida tenho de deixar tudo. Nâo quero carregar o peso da inutilidade.
Indie
" Ele a relembra agora no retrato que dela fizera depois. Retrato fulminante, exacto, mas de uma exactidão só conforme com o sonho dele, tenaz, ou com o que ela própria de si perdera, ou decerto com a verdade última e sagrada de uma Elsa sem tempo. Corpo erguido em desafio à morte, sim ;mas o olhar rendido de humildade, as mãos dadas à frente, revelam nela uma amargura profunda e resignada, descobriam nela uma inocência original, a presença escura de um estigma divino.
Alguma coisa de grave e de misterioso a transcendia assim, a unia a que forças elementares da terra, da vida ? "
Vergílio Ferreira " Cântico Final"
Alguma coisa de grave e de misterioso a transcendia assim, a unia a que forças elementares da terra, da vida ? "
Vergílio Ferreira " Cântico Final"
14.11.05
Estou cansada não da viagem que não fiz
mas de qualquer outra coisa que me cansa
não me lembro desde quando ou desde porquê.
Há muito tempo eu quis gritar
mas não foi possível.
Apenas e só isso;
Do interior do meu interior
alguma coisa subiu,subiu
até me alcançar os olhos
e deles caírem pingos de pedra
que me tacaram o corpo exterior
e me fizeram doer.
Disse-estou a chorar ?
Há muito tempo que eu quis olhar
mas não foi possível.
Olhar mesmo para o mar que é a minha lua
e minha terra.
Quis vê-lo girar como gira a minha terra,
como se nunca tivesse estado parado
mas também como se nunca fosse mais depressa.
Cristina Carvalho " Até já não é adeus"( se um dia tiverem oportunidade não deixem de ler.. é qualquer coisa fora do normal)
mas de qualquer outra coisa que me cansa
não me lembro desde quando ou desde porquê.
Há muito tempo eu quis gritar
mas não foi possível.
Apenas e só isso;
Do interior do meu interior
alguma coisa subiu,subiu
até me alcançar os olhos
e deles caírem pingos de pedra
que me tacaram o corpo exterior
e me fizeram doer.
Disse-estou a chorar ?
Há muito tempo que eu quis olhar
mas não foi possível.
Olhar mesmo para o mar que é a minha lua
e minha terra.
Quis vê-lo girar como gira a minha terra,
como se nunca tivesse estado parado
mas também como se nunca fosse mais depressa.
Cristina Carvalho " Até já não é adeus"( se um dia tiverem oportunidade não deixem de ler.. é qualquer coisa fora do normal)
9.11.05
Carta de despedida
Sinto uma terrivel culpa sabes.
Estive a ler tudo o que escrevi para ti.. de todas as coisas de que acusei e rotulei.
Desculpa-me.
Tu não és apenas o responsável pelo que eu suplico.
E eu ?
Que tenho feito ?Que esforço faço(fiz) para ajudar a situação?
Limitei-me a criticar-te, a dizer todas as barbaridades enquanto tu estás na tua porque não tens nada aver com isso.
Pûs-te um selo para seres enviado para mim.
É como se me pertencesses.
Que direito tenho eu para fazer isso ?
Eu sou livre e a minha liberdade acaba onde começa a tua.
Sinto-me culapada por não te respeitar, por ser egoísta e querer-te só para mim.
Não há nada entre nós..
Talvez nunca haverá..mas acho que não vale a pena tentar negá-lo a mim mesma.
É para ti que eu volto sempre, volto quando me sinto mais só e quando preciso de ti para respirar.
Já vai algum tempo que eu....
Não sei o teu nome.. pouco sei de ti..mas és um fantasma que me persegue.
Já tentei esquecer-te...
Achas que não ?
Pensas que consegui ?Enganas-te...
Esqueço-me para depois me lembrar de ti..
A vida dá muitas voltas..é verdade.
É nestas alturas que nos apercebemos do real valor que as pessoas têm para nós...
Os amigos...a família..os desconhecidos.. os amores.
Uns vão..outros ficam e há outros que realmente nos apercebemos que estão sempre lá como uma estátua inderrubável.
De todas as partidas que a vida me pregou as únicas coisas que ficaram foi os amigos.. os conhecidos.. e alguns amores.
Quando pensava que as coisas fossem respostas,veio a vida e mudou todas as perguntas.
E eu fiquei sem saber o que fazer.
Eras uma resposta,agora és uma pergunta para o qual ainda não tenho resposta.
mas digo-te que és uma pergunta sem interesse.
Finalmente-pensas tu.
Não foi fácil sabes.Quando se tem esperança,todos os motivos servem para para alimentá-la.
Mas o motivo que me prende a ti aos poucos desvanece.
Há outro.Sim há uma nova esperança.Talvez me esteja a ajudar que tu passes na rua mais oa lado da minha,talvez seja mais um para daqui a uns tempos fazer o mesmo que estou a fazer agora
Só o tempo o dirá.
Quando nos encontrarmos na rua haverá a memória de usn tempos que eram importantes.
Ainda penso em ti... é verdade.
Lembro-me das memórias que guardo..dde tudo que imaginei acontecer.
Chorei or ti.Verti lágrimas sozinha de dor.Esta dor era das lágrimas doerem ao caírem pela face.
Hoje o que resta ?
Eu também sou humana lembras-te ?
Tenho sentimentos tal como tu.
Escrevo-te esta carta que nunca vais ler.Mas sei que no fundo lês nos meus lábios e na minha face muito do que eu te disse aqui.
Até um dia..................
Estive a ler tudo o que escrevi para ti.. de todas as coisas de que acusei e rotulei.
Desculpa-me.
Tu não és apenas o responsável pelo que eu suplico.
E eu ?
Que tenho feito ?Que esforço faço(fiz) para ajudar a situação?
Limitei-me a criticar-te, a dizer todas as barbaridades enquanto tu estás na tua porque não tens nada aver com isso.
Pûs-te um selo para seres enviado para mim.
É como se me pertencesses.
Que direito tenho eu para fazer isso ?
Eu sou livre e a minha liberdade acaba onde começa a tua.
Sinto-me culapada por não te respeitar, por ser egoísta e querer-te só para mim.
Não há nada entre nós..
Talvez nunca haverá..mas acho que não vale a pena tentar negá-lo a mim mesma.
É para ti que eu volto sempre, volto quando me sinto mais só e quando preciso de ti para respirar.
Já vai algum tempo que eu....
Não sei o teu nome.. pouco sei de ti..mas és um fantasma que me persegue.
Já tentei esquecer-te...
Achas que não ?
Pensas que consegui ?Enganas-te...
Esqueço-me para depois me lembrar de ti..
A vida dá muitas voltas..é verdade.
É nestas alturas que nos apercebemos do real valor que as pessoas têm para nós...
Os amigos...a família..os desconhecidos.. os amores.
Uns vão..outros ficam e há outros que realmente nos apercebemos que estão sempre lá como uma estátua inderrubável.
De todas as partidas que a vida me pregou as únicas coisas que ficaram foi os amigos.. os conhecidos.. e alguns amores.
Quando pensava que as coisas fossem respostas,veio a vida e mudou todas as perguntas.
E eu fiquei sem saber o que fazer.
Eras uma resposta,agora és uma pergunta para o qual ainda não tenho resposta.
mas digo-te que és uma pergunta sem interesse.
Finalmente-pensas tu.
Não foi fácil sabes.Quando se tem esperança,todos os motivos servem para para alimentá-la.
Mas o motivo que me prende a ti aos poucos desvanece.
Há outro.Sim há uma nova esperança.Talvez me esteja a ajudar que tu passes na rua mais oa lado da minha,talvez seja mais um para daqui a uns tempos fazer o mesmo que estou a fazer agora
Só o tempo o dirá.
Quando nos encontrarmos na rua haverá a memória de usn tempos que eram importantes.
Ainda penso em ti... é verdade.
Lembro-me das memórias que guardo..dde tudo que imaginei acontecer.
Chorei or ti.Verti lágrimas sozinha de dor.Esta dor era das lágrimas doerem ao caírem pela face.
Hoje o que resta ?
Eu também sou humana lembras-te ?
Tenho sentimentos tal como tu.
Escrevo-te esta carta que nunca vais ler.Mas sei que no fundo lês nos meus lábios e na minha face muito do que eu te disse aqui.
Até um dia..................
7.11.05
Gastei o meu tempo
em esperas inúteis
Em silêncios absurdos
e lágrimas azedas!
minutos perdidos
na esperença de um reencontro!
Súbito olhar no vazio
Memória perdida
de um tempo inacabado.
alma deserta num mar sem fim
Inconstante agitação
na procura de..
uma esperança no nada!
Breve momento de solidão
Paz e incerteza,
Reflexão sobre a tua existência
Imensidão de questões
que buscam uma resposta
A Ti que vais desaparecendo de mim....
em esperas inúteis
Em silêncios absurdos
e lágrimas azedas!
minutos perdidos
na esperença de um reencontro!
Súbito olhar no vazio
Memória perdida
de um tempo inacabado.
alma deserta num mar sem fim
Inconstante agitação
na procura de..
uma esperança no nada!
Breve momento de solidão
Paz e incerteza,
Reflexão sobre a tua existência
Imensidão de questões
que buscam uma resposta
A Ti que vais desaparecendo de mim....
27.10.05
Voz do Outono
Ouve tu,meu cansado coração;
O que te diz a voz da natureza:
-" Mais te valera,nu e sem defesa,
Ter nascido em aspérrima solidão,
Ter gemido,ainda infame,sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel devessa,
Do que embalar-te a Fada da beleza,
Como embalou,no berço da ilusão!
Mais valera à tua alma vizconária
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hóstil e a turba vária,
(Sem ver uma só flor,das mil,que
amaste)
Com ódio e raiva e dor...que ter sonhado
Os sonhos ideias que tu sonhaste"
Antero de Quental " Sonetos"
O que te diz a voz da natureza:
-" Mais te valera,nu e sem defesa,
Ter nascido em aspérrima solidão,
Ter gemido,ainda infame,sobre o chão
Frio e cruel da mais cruel devessa,
Do que embalar-te a Fada da beleza,
Como embalou,no berço da ilusão!
Mais valera à tua alma vizconária
Silenciosa e triste ter passado
Por entre o mundo hóstil e a turba vária,
(Sem ver uma só flor,das mil,que
amaste)
Com ódio e raiva e dor...que ter sonhado
Os sonhos ideias que tu sonhaste"
Antero de Quental " Sonetos"
25.10.05
vamos separar-nos.nada nunca mais me trará
os teus olhos ou os teus dedos ou tantas coisas
que eram palavras.nada, nunca mais,manhã após
manhã,te mostrará o meu rosto a acordar.nem as
estrelas,nem a cama antes de adormecer.nada.
vamos separar-nos,e nada nunca mais nos poderá
unir,nem mesmo o tempo,nem mesmo a morte
José luís peixoto " A criança em ruínas"
os teus olhos ou os teus dedos ou tantas coisas
que eram palavras.nada, nunca mais,manhã após
manhã,te mostrará o meu rosto a acordar.nem as
estrelas,nem a cama antes de adormecer.nada.
vamos separar-nos,e nada nunca mais nos poderá
unir,nem mesmo o tempo,nem mesmo a morte
José luís peixoto " A criança em ruínas"
4.10.05
Soneto da hora final
Será assim amiga! um certo dia
estando nós a contemplar o poente
sentiremos no rosto de repente
o beijo de uma aragem fria
Tu me olharás silenciosamente
e eu te olharei,também com nostalgia
e partiremos tontos de poesia
para a porta da treva aberta em frente.
Ao tranpôr as fronteiras do segredo
tu calam me dirás: não tenhas medo,
e eu calmo te direi: sê forte,
e como dois antigos namorados
noturnamente tristes e enlaçados
nós entraremos nos jardins da morte
Vinicuis de Moraes
Ao ângelo que tanto gosta de vinicius..beijo amigo
estando nós a contemplar o poente
sentiremos no rosto de repente
o beijo de uma aragem fria
Tu me olharás silenciosamente
e eu te olharei,também com nostalgia
e partiremos tontos de poesia
para a porta da treva aberta em frente.
Ao tranpôr as fronteiras do segredo
tu calam me dirás: não tenhas medo,
e eu calmo te direi: sê forte,
e como dois antigos namorados
noturnamente tristes e enlaçados
nós entraremos nos jardins da morte
Vinicuis de Moraes
Ao ângelo que tanto gosta de vinicius..beijo amigo
28.9.05
Vejo-te com um olhar de incerteza nos subúrbios do nada.
Paraste...olhaste e ficaste por cá.
Sombras perseguem o destino à tua procura.
Que fizemos nós do mundo...da vida ?Onde está o nosso paraíso solitário?
Onde estamos nós meu amor?
O que deixaste para trás, que eu não via desaparecer na memória?O nosso percurso acabou.
Estamos assim solitários,à espera que o vento nos leve para longe.
Mas há muito tempo que chovem as nossas lágrimas e espalham-se no corpo duro de tempo.Nem o sol brilha no nosso olhar triste.
Paraste...olhaste e ficaste por cá.
Sombras perseguem o destino à tua procura.
Que fizemos nós do mundo...da vida ?Onde está o nosso paraíso solitário?
Onde estamos nós meu amor?
O que deixaste para trás, que eu não via desaparecer na memória?O nosso percurso acabou.
Estamos assim solitários,à espera que o vento nos leve para longe.
Mas há muito tempo que chovem as nossas lágrimas e espalham-se no corpo duro de tempo.Nem o sol brilha no nosso olhar triste.
16.9.05
Parto para melhor te encontrar.
A viagem é outra forma de habitar o tempo,descobrindo os outros.
Devastando-me no interior da memória ardente.
A solidão é-me agora necessária,como um líquido leve que me transporta para o instante que gostaria de tornar eterno.Perturba-me ainda o ardor, o corpo dobrado ao peso da ternura. O irremediável.
Restauro a palavra que me fala incessantemente de ti.
Bebo-te na memória.
Maria Graciete Besse "mulher sentada no silêncio"
A viagem é outra forma de habitar o tempo,descobrindo os outros.
Devastando-me no interior da memória ardente.
A solidão é-me agora necessária,como um líquido leve que me transporta para o instante que gostaria de tornar eterno.Perturba-me ainda o ardor, o corpo dobrado ao peso da ternura. O irremediável.
Restauro a palavra que me fala incessantemente de ti.
Bebo-te na memória.
Maria Graciete Besse "mulher sentada no silêncio"
31.8.05
Começamos a descobrir os outros que são um pouco do nosso sofrimento.
Fomos com eles para não ficarmos sós.
Tenho medo-disseste.
Eles nunca nos vão desscobrir-disse eu.
Renascemos ao pôr do sol e começamos a saber que era melhor assim.
Tínhamos pena de nós e dos outros.
Percebemos que a solidão nos era necesssária para a criação perfeita de um momento.
-Vem comigo.Devo dizer-te que em tempos gostava de ter ido.
Mas tinha percebido que era tarde, isto é, estava só e não sabia o caminho.
Chamei por ti enquanto partias e senti o sabor das lágrimas.
Custou-me tanto ver-te partir com o nada.
Foste poeta e eu fui o peoma que fizeste nas noites que te sentias mais só, tal como eu me sinto agora e sempre.
Onde está o olhar que passeias pela janela e que eu aprecio quando esqueço o que passou ?
Indie
Fomos com eles para não ficarmos sós.
Tenho medo-disseste.
Eles nunca nos vão desscobrir-disse eu.
Renascemos ao pôr do sol e começamos a saber que era melhor assim.
Tínhamos pena de nós e dos outros.
Percebemos que a solidão nos era necesssária para a criação perfeita de um momento.
-Vem comigo.Devo dizer-te que em tempos gostava de ter ido.
Mas tinha percebido que era tarde, isto é, estava só e não sabia o caminho.
Chamei por ti enquanto partias e senti o sabor das lágrimas.
Custou-me tanto ver-te partir com o nada.
Foste poeta e eu fui o peoma que fizeste nas noites que te sentias mais só, tal como eu me sinto agora e sempre.
Onde está o olhar que passeias pela janela e que eu aprecio quando esqueço o que passou ?
Indie
26.8.05
Para a pessoa mais importante da minha vida
maninha porque hoje és pequenina não me podia esquecer de ti.
Sei que um dia vamos ser felizes longe de todos os que nos magoam mas tem esperança..porque nos vamos encontarar longe e num sitio em que ninguém nos fará mal.
és tudo para mim..és tudo o que tenho.
A minha irmã é deficiente mas é o ser mais importante da minha vida...ela hoje faz 23 anos.
Eu amo-te minha linda
PARABÉNS................
Sei que um dia vamos ser felizes longe de todos os que nos magoam mas tem esperança..porque nos vamos encontarar longe e num sitio em que ninguém nos fará mal.
és tudo para mim..és tudo o que tenho.
A minha irmã é deficiente mas é o ser mais importante da minha vida...ela hoje faz 23 anos.
Eu amo-te minha linda
PARABÉNS................
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